Athletico contraria tendência de contratar técnicos de fora e se dá bem

Novamente a solução foi interna, com Eduardo Barros assumindo. E está dando certo. O Furacão voltou a vencer no Campeonato Brasileiro

Futebol brasileiro em crise técnica, vive de passado (Foto: Reprodução/Pixabay)

Só no Campeonato Brasileiro, que ainda não chegou a um terço de jogos disputados, oito treinadores já caíram. E sempre há espaço para mais, já que as diretorias não são nada pacientes e o futebol das equipes brasileiras é sofrível em grande parte. Entretanto, uma velha máxima, que é preciso deixar o técnico ter tempo para desenvolver o trabalho e ter bons resultados, encontra em um clube específico dois exemplos que dizem o contrário: o Athletico.

Em 2018 o Athletico começou o Brasileirão com péssimos resultados sob o comando de Fernando Diniz. O estilo de toque de bola dele, a saída com o goleiro e troca de passes não estava dando certo e a equipe estava na zona de rebaixamento. A diretoria não quis esperar e temendo repetir o ano de 2011, quando foi rebaixado apesar de ter um time competitivo, resolveu agir.

A solução foi caseira, com Tiago Nunes assumindo o comando, recuperando a equipe e ainda vencendo a Copa Sul-Americana daquele ano, contra o Junior Barranquilla. No ano seguinte, a conquista da Copa do Brasil eliminando o Flamengo e com uma final brilhante no Beira-Rio contra o Internacional marcou a história do clube.

Com a saída de Tiago Nunes para o Corinthians, a solução encontrada foi trazer Dorival Junior, outro treinador de nome, com excelentes trabalhos no Santos. Não deu certo, apesar da conquista do campeonato estadual. A equipe começou mal o Brasileirão e Dorival foi demitido.

Novamente a solução foi interna, com Eduardo Barros assumindo. E está dando certo. O Furacão voltou a vencer no Campeonato Brasileiro, acertou na defesa e se classificou com folga para as oitavas de final da Libertadores.

Dependendo do sorteio, o Athletico pode aparecer como favorito nas casas de apostas. E quem confiar no time poderá aproveitar um código de código de bônus Sportingbet para palpitar na vitória da equipe.
Barros não foi efetivado ainda, mas a diretoria pode optar por essa alternativa ou então procurar com mais calma, buscando oportunidades no mercado.

TROCAS CONSTANTES BENEFICIAM OS PRÓPRIOS TREINADORES

Pode parecer estranho, mas as trocas constantes de comando das equipes beneficiam os próprios treinadores. Dorival Junior, por exemplo, tinha contrato de dois anos e trabalhou por apenas oito meses. A rescisão com certeza será positiva financeiramente e logo ele conseguirá se reposicionar se assim desejar, afinal tem bons trabalhos no currículo.

A roda gigante do futebol brasileiro não para de rodar e os nomes pouco se renovam. Enderson Moreira, por exemplo, começou o ano no Ceará, deixou o clube para comandar o Cruzeiro na Série B, onde teve péssimo desempenho. Demitido, não demorou muito para achar uma nova casa e ainda “caiu para cima”, voltando para a Série A e é o novo comandante do Goiás.

São três times em nove meses, isso que o futebol brasileiro parou por quatro meses pela pandemia.

O exemplo mais absurdo de tudo isso foi Argel Fuchs no final de 2019. Treinador do CSA, ele chegou na equipe em meio a uma campanha muito ruim no Campeonato Brasileiro. Apesar de não ter conseguido salvar a equipe, Argel conquistou algumas vitórias e era bem-visto no clube. Só que faltando três rodadas para o final, quando o CSA ainda respirava, saiu do clube para ir para o Ceará, que também estava brigando contra o rebaixamento (se salvou na última rodada).

Isso despertou a ira da torcida do clube alagoano. No Ceará, o desempenho foi muito fraco, com a equipe se salvando devido ao péssimo desempenho do Cruzeiro. Ele virou o ano, mas foi demitido em fevereiro, depois de apenas três meses no cargo. Quem ligou oferecendo emprego? O CSA. A torcida ficou revoltada novamente e a era Argel – CSA 2020 durou quatro jogos, com três derrotas e um empate antes de ser demitido.

O QUE AS DIRETORIAS PODEM FAZER?

Com um calendário lotado de jogos e competições e treinadores nesse carrossel de empregos, segurando o 1 a 0 para não serem demitidos, quem sofre é o futebol brasileiro. Não à toa temos resultados ruins na Copa do Mundo e nenhum treinador brasileiro atua nos clubes de ponta do mundo. A safra de bons treinadores é tão fraca, que, nos últimos anos, os “professores estrangeiros” estão invadindo o futebol brasileiro e fazendo um bom trabalho, entre eles Jorge Jesus, que foi campeão brasileiro e da Libertadores no ano passado pelo Flamengo, que este ano está sob o comando do espanhol Domènec Torrent., Jorge Sampaoli que fez um bom trabalho no Santos e agora lidera o Brasileirão com o Atlético MG, Eduardo Couded, no Internacional.

Contratar um treinador exige um planejamento esportivo para a temporada, a contratação de peças que se adaptem a esse treinador, com o estilo de jogo e tempo para treinar. Poucos clubes no Brasil se preocupam com isso. O resultado é trocas a todo momento tentando encontrar um encaixe com o carro andando. O Athletico está conseguindo isso, mas é um ponto fora da curva.

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