Bailarino sai do Boqueirão para ganhar os palcos do mundo

Os principais palcos internacionais compõem o espaço para que o guarapuavano Marcos de Lima mostre o seu talento. O jovem de família simples, nascido e criado no bairro Boqueirão, em Guarapuava, não teve medo em encarar o mundo da dança clássica até chegar à Escola Bolshoi, em Joinvile (SC), a única filial fora da Rússia. O Bolshoi é uma das melhoras escolas de balé do mundo. Hoje, Marcos Lima mora em Varsóvia, mas ele não esquece a cidade onde nasceu.

Marcos Lima (Foto: arquivo pessoal)

“Eu e minha família somos naturais de Guarapuava e morei com ela até aos 17 anos”. Segundo o bailarino, ainda na adolescência foi para Curitiba estudar na Faculdade de Artes do paraná (FAP), no curso de graduação em Dança, bacharelado e licenciatura. “Também estudei na escola de dança clássica do Teatro Guaíra, cursando nas duas instituições durante dois anos”.

Marcos Lima em apresentação (Foto: arquivo pessoal)

O talento do jovem guarapuavano o levou à aprovação na escola do Bolshoi no Brasil, sendo aceito para o último ano na graduação do curso clássico. “Sendo assim, estudei lá por um ano, me formando pela escola Bolshoi”. Mais uma vez a performance profissional do bailarino já lhe garantiu uma proposta profissional no Balé Folclórico Nacional Polonês Mazowsze. “Eles estavam em turnê pelo Brasil e um pouco antes na minha formatura fiz um teste para a companhia e fui aprovado”. Assim que Marcos de Lima se formou, em dezembro de 2008, acertou a papelada com a Embaixada da Polônia no Brasil e em janeiro de 2009 já estava morando e trabalhando com a Companhia polonesa em Varsóvia, onde mora até hoje.

Com cinco horas de diferença entre o horário de Brasília e o de Varsóvia, o contato com o bailarino não foi fácil. A agenda de Marcos de Lima também dispôs pequena brecha para a conversa. Mas no rápido contato foi possível perceber que o guarapuavano transpôs todas as barreiras, não apenas a geográfica, para chegar onde está. Diferença cultural, preconceito, idioma, entre outros possíveis entraves, foram engolidos pelo amor à arte, num mundo onde a dança também é uma linguagem universal.

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