Elas jogam futebol e depois, churrasco e cerveja

Guarapuavanas encontram no futebol um novo estímulo para fugir da rotina

Jogo de futebol (Foto: RSN)

Jogo de futebol, churrasco e cervejinha. Isso é programa restrito apenas a homens? Agora, não é mais. Mulheres de Guarapuava estão se reunindo durante a semana em quadras sintéticas num projeto que visa, não apenas a prática esportiva, mas, principalmente, reunir as  participantes para o convívio social saudável, mudança de comportamento, auto-estima e, principalmente, muita saúde.

Amanda: fim da depressão (Foto: RSN)

Amanda Jedlinski, 21 anos, tomava antidepressivo, dificilmente saía do quarto e estava se tornando obesa. “Fiquei sabendo do projeto pelo Facebook e me interessei. Em quatro meses já perdi 12 quilos, recebi alta médica, não tomo mais remédio, nem mesmo para dormir. Meu ânimo é outro”, diz.

Mãe e filha juntas (Foto: RSN)

Elas são mães e filhas, tias e sobrinhas, cunhadas, ou vão “avulsas”, mas acabam se tornando uma nova “tribo” na cidade. A maioria é dona de casa, mas há aquelas que trabalham como diaristas, professoras, empresárias, profissionais liberais, mas a partir do momento em que vestem o uniforme, se tornam atletas e são todas iguais.

A hora do descanso (Foto: RSN)

Claudete Esteski, 42 anos, reencontrou o futebol, modalidade que praticava desde os 16 anos. “Hoje, aos 42, voltei para relembrar quando jogava salão, representava a Madeirit e treinava diariamente”.

Lurdes Aparecida Rodrigues, 40 anos, disse que jogava “só quando era mocinha”, aos 16 anos de idade. “Era no terrão mesmo, lá na Vila Mansueto. Depois engravidou, casou e agora voltou. “Não vejo a hora quando chega o dia de jogo e depois a cervejinha. Bem igualzinho eles [os homens] fazem”, afirma. “As pernas tão bem faceiras e, embora já fosse amiga da minha filha, hoje nos damos mais ainda”. Maria Helena  e Lurdes jogam juntas e a mãe mudou os hábitos da filha.

“Eu era sedentária e hoje já tenho mais fôlego pra correr”.

Atleta em qualquer idade (Foto: RSN)

Zélia de jesus Tereza, 39 anos, é a chamada “fominha de bola”. “Ah! Eu jogo futebol desde que me conheço por gente. Jogava pelo Guarapuava Esporte Clube e hoje tenho canelite, mas trago a minha sobrinha Andriely, de 20 anos.

Considerada a veterana do grupo, Rosa Tereza, 49 anos, é considerada a melhor entre todas. Dominando a bola, a lateral dá o seu show quando a “redonda”  está em seus pés.

E quem disse que as “pesadinhas” não podem jogar? Uma professora, que pediu para não ser identificada, pesava 110 quilos e agora está com 103.  Assim como ela, outra participante tinha 120 quilos. “Em qual lugar elas podem jogar bola ou praticar outra atividade sem sofrer bullyng”, questiona Marcia Santos, idealizadora do projeto Esperança Futebol Solidário.

Se os homens reclamam? Basta dar uma olhada nas arquibancadas pra ver que, muitos deles, estão lá, junto com os filhos, na maior torcida.

“Era no terrão mesmo” (Foto: RSN)

A IDEIA

Marcia Santos (Foto: RSN)

O projeto do futebol solidário nasceu do propósito da professora Marcia Santos e da empresária Ana Carolina Bittencourt. “Há 15 anos a Ana era minha aluna de futebol. Chegou a ser convidada para jogar num grande time nacional. Há uns sete meses ela me procurou pra montarmos alguma coisa, já que não existia escolinha para atletas acima de 20 anos. Resolvemos montar um time e hoje o projeto se expandiu”.

Segundo Marcia, são mulheres que queriam uma atividade para ocupar o tempo ocioso.

As aulas são gratuitas e acontecem em pontos e dias diferenciados.

Horários e locais (Foto: Divulgação)

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