Esclareça suas dúvidas sobre implante dentário

Cirurgiã-dentista da Clínica Vitta Odontologia e Bem Estar responde às perguntas mais frequentes pertinentes ao tema

A liberdade de poder sorrir e comer sem preocupações garante qualidade de vida e bem estar. Por conta disso, a busca por implantes dentários tem crescido exponencialmente. São muitas as dúvidas a respeito do assunto, por isso a cirurgiã-dentista Priscila Ryzy, da Clínica Vitta Odontologia e Bem Estar, responde às perguntas mais frequentes.

Cirurgiã-dentista Priscila Ryzy. (Foto: Divulgação)

1 – O que é implante dentário?

“Dentes artificiais” é a maneira mais simples de descrever um implante. Por meio de uma cirurgia, fixa-se um cilindro de titânio (metal biologicamente compatível), que se integra perfeitamente ao osso sem possibilidade de rejeição.

2 – Quais são os benefícios estéticos do implante?

O principal benefício é o restabelecimento estético, funcional e biológico. O paciente volta a sorrir com segurança, volta a mastigar com conforto e equilibra o sistema mastigatório repondo o dente ausente.

3 – Além da função mastigatória, o implante é capaz de recompor a estética bucal e facial?

Sim. Em pacientes com ausências dentais, principalmente em regiões estéticas, o implante é indicado como melhor alternativa, já que não prejudica os dentes adjacentes e restabelece a função do dente perdido. Em alguns casos, a prótese sobre o implante fica imperceptível, se assemelhando muito com dentes naturais.

4 – Quais as diferenças entre o implante dentário e a prótese removível?

A diferença é bem grande. A prótese removível deve ser retirada após cada refeição para sua higienização e tem sua retenção através de grampos que abraçam os dentes remanescentes. Por exercer força, com o passar do tempo os dentes podem ser prejudicados, com a possibilidade de perda.
Já os implantes dental unitários são próteses fixas, individuais, que imitam com perfeição o sistema dental, sendo ancorado no osso alveolar e possuindo corroa dental. O paciente trata a prótese sobre implante da mesma forma que se trata um dente, escovando e utilizando o fio dental.

5 – O paciente pode colocar apenas um implante?

Sim. Se existe apenas a falta de um elemento dental, pode ser substituído por um implante. Porém, todo paciente deve ser submetido ao planejamento cirúrgico protético, para avaliar quantidade e qualidade óssea para realização implante, posicionamento do pino, posicionamento do dente, avaliação de cirurgias corretoras antes da colocação do implante, (como enxertos ósseos e gengivais) e espaço presente.
Caso o paciente queira visualizar como ficará a trabalho final, através de um enceramento diagnóstico o paciente pode ver e manusear o modelo, isso traz mais segurança para o paciente que pode visualizar o trabalho final, antes mesmo de começar o tratamento.

6 – Qualquer pessoa pode ser candidata ao implante?

Existem algumas contraindicações transitórias: pacientes gestantes, jovens que ainda não terminaram a fase de crescimento crânio-facial, pacientes com problemas de saúde. Contudo, através de um diagnostico clínico e planejamento adequado, o tratamento é executado com segurança e essas contra indicações são esclarecidas para o paciente.

7 – Quais são as fases envolvidas no processo de colocação de implantes?

Geralmente são cinco fases: planejamento, colocação dos implantes, instalação de prótese provisório, reabertura dos implantes, moldagem e, finalmente, a prótese definitiva.

8 – Quais são as medidas tomadas no procedimento cirúrgico tendo em vista a assepsia?

A assepsia é muito importante para o sucesso da cirurgia com implantes, pois é fundamental que o ambiente esteja sem contaminação para que não ocorram problemas pós-operatórios. As medidas tomadas são a esterilização de todos os instrumentais e campos envolvidos na cirurgia, limpeza e desinfecção da sala antes da cirurgia, bochecho do paciente com material próprio antes da cirurgia e limpeza da pele (antisepsia) com material próprio para eliminar o máximo de contaminação.

9 – É possível impedir o contato de bactérias com o local da cirurgia?

Não, pois não conseguimos uma “esterilização” dentro da boca do paciente. O que conseguimos é torna-lo menos contaminado, possibilitando a cirurgia.

10 – Quanto tempo pode durar a fase cirúrgica?

Depende da quantidade de implantes, da estrutura óssea do paciente e do tipo de cirurgia planejada. Em média, uma cirurgia com um implante dura de 1 a 2 horas.

11 – Como o implante é fixado na arcada dentária?

Sob anestesia local, é feito uma incisão na gengiva (corte). Com o guia cirúrgico na boca do paciente (indica o local exato para as perfurações) e brocas específicas, são feitas as sequências de perfurações e instalação do implante , como mostra o esquema ilustrativo.

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

12 – O paciente sente dor na cirurgia?

Normalmente não, pois está anestesiado.

13 – E depois da cirurgia, ocorre dor?

Quando o paciente segue as recomendações rigorosamente e toma o remédio nos horários estipulados, normalmente não sente dor.

14 – Qual é o papel do paciente para fazer com que o procedimento seja bem sucedido?

Antes e depois da cirurgia: tomar os remédios estipulados pelo Cirurgião, ficar em repouso após a cirurgia, se alimentar só de alimentos líquidos e pastosos nos dias estipulados pelo cirurgião, alimentação gelada, compressa fria no local da cirurgia, não fumar e nem consumir bebidas alcoólicas após a cirurgia, entre outras recomendações especificas para cada caso, além de cuidar corretamente da higiene bucal, conforme orientação do cirurgião.

15 – Há necessidade de outra cirurgia depois da primeira? Por que?

Depende muito do que foi planejado. Hoje há muitas formas terapêuticas para as cirurgias de implantodontia. Quando o implante é sepultado dentro do osso e coberto totalmente pela gengiva, existe uma segunda etapa cirúrgica que se chama reabertura do implante, onde é feito uma cirurgia para expor o implante, de modo que a gengiva cicatrize de forma estética para confeccionar posteriormente a prótese.

16 – E quanto a rejeição do implante, de que forma pode ocorrer?

A rejeição do implante não ocorre, pois a rejeição é um fenômeno biológico de defesa do organismo, que reage contra tecidos vivos ou organismos vivos.

É impossível um implante provocar rejeição, já que ele é composto de titânio e não de tecido vivo. O titânio, a forma do implante e o tratamento dado na superfície do implante, chegam a proporcionar formação óssea. Se um implante é perdido, deve-se pesquisar a causa.

17 – O implante possui diferença de marca comercial, forma, ou algo que reflita no resultado final com a prótese?

Sim, existe. Hoje em dia há uma vasta gama de empresas que comercializam implantes (nacionais e importadas) e cada empresa tem vários modelos de implantes. Existem marcas de qualidade superior (geralmente o preço é maior), como existem marcas mais populares e até implantes que são vendidos sem procedência (sem garantia de qualidade, e sem estudos no material). É sempre bom procurar saber qual implante Você esta adquirindo, para sua segurança e garantia.

Quanto a forma do implante, têm modelos que proporcionam a estética. Por exemplo: existem implantes específicos para espaços reduzidos, para regiões anteriores (dentes da frente) que necessitam de bastante estética, e também para região posterior (dentes de traz), que precisam de resistência mastigatória. É o cirurgião que, na fase de planejamento, decide qual o modelo ideal de implante para cada caso.

Procure um bom Cirurgião dentista, converse com ele sobre o seu tratamento. Valorize seu sorriso!

Equipe Clínica Vitta (Foto: Divulgação)

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