O segredo flamenco nas pontas dos dedos

Músico ainda não tem agenda em Guarapuava

David Tavares (Foto: Divulgação)

O segredo da música flamenca está nas pontas dos dedos do guarapuavano David Tavares, hoje morando em Madri (Espanha), cidade que escolheu há 30 anos. E foi justamente esse ritmo que o atraiu para fora do Brasil, depois de ter se formado no Conservatório Villa- Lobos em Curitiba.

O desejo pela música começou cedo, entre os oito e nove anos de idade em Guarapuava. “Eu arranhava”, diz o músico que  nesta temporada no Brasil divide o seu tempo entre Guarapuava e Curitiba. Segundo ele, foi aos nove anos de idade que começou a ter uma consciência musical com tendência para o pop, gosto que se estendeu até a adolescência. “Eu ouvia muitos grupos brasileiros que tinham nomes americanos”.

David Tavares (Foto: Orlando Silva)

O desenvolvimento musical começou ao tocar para amigos e em serenatas, até que aos 16 anos optou pelo violão clássico e foi estudar com o professor Valdomiro Prodócimo no Villa-Lobos. “Foi ali que despertou o amor pelo flamenco e que se intensificou ao ouvir Paco de Luzia [ guitarrista espanhol de flamenco reconhecido internacionalmente].” Em 1987, David Tavares vai a Madri, inicialmente, para um período de estudos, porém, foi, gostou, casou e ficou.

O início está marcado pela costumeira dificuldade que o artista enfrenta. “Comecei tocando na rua e ali fui conhecendo pessoas e comecei a tocar com  meu professor Oscar Herrero num grupo de flamenco que ele tinha. Também acompanhava músicos brasileiros”.

Com vários CDs gravados, o mais recente agora é Alone Again, gravado com temas que relembram a adolescência em Guarapuava. O lançamento está agendado para Irati, no próximo dia 09 de março, e nos dias 16 e 17 no Teatro Livraria da Vila, no Shopping  Pátio Batel, em Curitiba. Ainda não previsão se o guarapuavano terá o privilégio de ouvir e aplaudir o talento de David Tavares. Ele fica no Brasil até 18 de março.

Mesmo fora do país, ele acompanha a música nacional pela Internet e diz que não gosta do que está ouvindo. “Eu tinha mais sorte porque quando estava aqui a moda era ouvir Gil, Marisa Monte, Lenine, Djavan e outros nomes da música brasileira”.

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