O talento cravado no DNA das irmãs Gabriela e Rafaela Dal’maz

Irmãs guarapuavanas são destaque nos campos e em quadra

*Conteúdo publicado originalmente na revista Descubra Guarapuava.

Gabi, à esquerda, e Rafa, à direita (Fotos: arquivo pessoal)

O mundo do futebol e do futsal envolveu a vida das irmãs Gabriela e Rafaela Dal’maz desde cedo, quando ainda eram crianças. E não era para menos. Como se não bastasse sermos o país da bola nos pés e isso, por si só, já influenciar muita gente, ambas tem dentro de casa um dos maiores craques da história do esporte em Guarapuava: Dirceu Dal’maz, o Pato. O apelido do pai, inclusive, reflete hoje na Gabi, de 19 anos, e na Rafa, de 28, chamadas carinhosamente por alguns como Patinhas.

A Rafa, por exemplo, foi exportada para a Itália e hoje joga pela ASD Futsal Salinis. O início da carreira, porém, foi marcado pelo futebol. Entre as conquistas, integrou o paranaense sub 15 pelo Coritiba, onde teve o seu primeiro título estadual. Depois, integrou a Seleção Brasileira Sub 17 de futebol e representou o Brasil no Mundial da Nova Zelândia. Na sequência, vieram outras conquistas, como a participação no Mundial Sub 20, na Alemanha. A partir daqui, porém, ela passou a focar apenas no futsal. Antes de desembarcar na Itália, passou por times da Suíça, Rússia e Portugal. Neste último país, ela vestiu a camisa do Benfica. Lá, ela conquistou o campeonato nacional.

(Foto: arquivo pessoal)

Já a Gabi, apesar de mais nova, também traz na bagagem conquistas de peso. Uma das principais foi quando ela integrou a equipe profissional do São Paulo Futebol Clube, em 2015. Na época, aos 15 anos, ela jogava de igual para igual com outras jogadoras adultas. Entre outras conquistas, foi campeã brasileira sub 15 da Copa Coca Cola; campeã paranaense sub 13, pelo Coritiba Cancún; e campeã paranaense sub 20, pelo time da Faculdade Guairacá. Atualmente, a Gabi deu um tempo no esporte para se dedicar a sua graduação em Educação Física.

(Foto: arquivo pessoal)

“Enquanto acadêmica, eu tenho uma visão mais ampla do esporte. Durante a minha graduação, tive disciplinas relacionadas ao futsal e pude também ser técnica de um time feminino de uma atlética. Entrei na faculdade por conta do meu histórico no esporte e pretendo levar o futsal para a vida”, explica a Gabi.

Como resultado do sucesso das irmãs, Guarapuava possui, hoje, dois nomes de peso no cenário, principalmente, do futsal feminino. Mas o caso das irmãs Dal’maz é ímpar frente a um cenário que ainda precisa de muito apoio e incentivo para crescer.

“Acho que a modalidade no Brasil não é tão valorizada como devia. Nós temos as melhores jogadoras do mundo, mas a maioria está jogando fora do país porque viver do futsal feminino ainda é muito difícil”, finaliza a Rafa.

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