Transição de carreira, a enfermeira que se tornou artista plástica

Bárbara F. é uma artista plástica que encontrou na mudança de carreira a oportunidade de se encontrar profissionalmente. Antes ela trabalhava com enfermagem

Bárbara F. é uma artista plástica que encontrou na mudança de carreira a oportunidade de encontrar-se profissionalmente  (Foto: Arquivo pessoal)

Transição, no dicionário a palavra carrega o significado de passagem e mudança de lugar, estados das coisas ou de uma condição. Mas nesse caso, a palavra está ligada a mudar de carreira. Bárbara F. é uma artista plástica que encontrou na transformação a oportunidade de se encontrar profissionalmente. Essa é a história de uma enfermeira que “largou tudo” (como define) e decidiu se aventurar no caminho conhecido como “fazer aquilo que realmente ama”.

Na época em que decidiu mudar de carreira, a jovem estava sem dinheiro e cursando outra graduação. “Era como se eu não soubesse o que queria fazer e que rumo iria tomar. A mudança foi uma decisão repentina, não planejei nada e não recomendo. Estava, há um tempo, mentalmente exausta e pensativa, vi que não dava mais para continuar assim”.

(Foto: Arquivo pessoal)

Segundo Bárbara, como todo início, o percurso foi lento e desgastante. Utilizar do famoso jogo de cintura foi necessário, e, o mais importante era poupar mais e reinvestir o que podia para dar vida ao novo trabalho. “Tive muitas crises de ansiedade, mas apesar de ter sido uma fase complicada, eu sentia que era a hora. Aquele era o momento ideal”.

O COMEÇO

A atuação na área teve início em 2017, quando ela adquiriu um novo hobby: o bordado manual contemporâneo. Assim, decidiu compartilhar a arte nas redes sociais e passou a postar fotos do trabalho no Instagram.

Com isso, começou a receber diversas respostas de pessoas interessadas em adquirir os bordados. “Enxerguei ali uma oportunidade, mas confesso que fiquei sem acreditar que tinham pessoas que queriam comprar. Iniciei uma busca frenética sobre como abrir loja virtual e como fotografar produtos. Meu namorado é diretor de arte e me orientou – e ainda orienta – em vários aspectos para que eu pudesse tornar isso uma fonte de renda”.

(Foto: Arquivo pessoal)

Em 2018, Bárbara decidiu abrir uma loja virtual e conseguiu vender quase todo o estoque produzido, além de assumir o novo posto e começar as encomendas. Desde então, bordar é um trabalho e a cada dia a artista investe mais para aprimorar as técnicas.

Uma das perguntas que mais me fazem é se a transição de carreira valeu a pena financeiramente. Para meu estilo de vida e pela minha paz de espírito valeu a pena sim. Pela primeira vez estou trabalhando com o que amo e, mesmo que no início tenha sido complicado, nunca pensei em desistir. Se fosse para eu me arrepender de algo, seria somente de não ter decidido mudar de
carreira antes.

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