Valsa, maxixe e choros são os ritmos desta sexta no Sesc

Você gosta de valsas, choros, maxixes, marchas-rancho e outros ritmos populares que ditaram as décadas de 50 e 60, bem ao estilo das bandinhas militares? Se você curte ou deseja mergulhar nesse universo a oportunidade está chegando em Guarapuava. O projeto Sonora Brasil traz a Bandinha de Manaus para um show nesta sexta feira (01), às 20 horas, no Sesc. A entrada é gratuita.

(Foto: Divulgação)

O grupo formado em 2015, por músicos da cidade de Manaus, foi idealizado por Rosivaldo Cordeiro (banjo) e Cláudio Abrantes (flauta) e é integrado também por Jonaci Barros (saxofone), Vadin Ivanov (clarinete), Rodrigo Nunes (bombardino), Paulo Dias (trompete), Carlos Alexandre (sousafone), Ronalto Alves “Chinna” (percussão).

A inspiração tem como base a Bandinha de ltamiro Carrilho, que era caracterizada como uma formação compacta, composta pelos naipes de madeiras, metais, percussão e um instrumento harmônico, no caso o banjo. A sonoridade do grupo e o repertório também fazem referência aos antigos ranchos carnavalescos que precederam os blocos de Carnaval e as Escolas de Samba no Carnaval carioca, dos quais Ameno Resedá é o mais lembrado até os dias de hoje.

Essa formação não teve o alcance territorial das tradicionais bandas de música, que são encontradas em todo o país, mas, especialmente na cidade do Rio de Janeiro, cumpriu importante papel como propagadora de um repertório tradicional que inclui alguns dos gêneros populares mais tocados na virada do século XIX para o século XX. Ofuscada pela popularização dos desfiles das Escolas de Samba e pelo sucesso das marchinhas, a partir da década de 1970 entrou em declínio, quase desaparecendo. Se hoje não existem mais os desfiles dos Ranchos Carnavalescos, fica o alento de podermos encontrar grupos que, inspirados em sua sonoridade, se mantêm atuantes garantindo a memória de seu repertório.

O Projeto Sonora Brasil, inclui A Bandinha em sua circulação com o propósito de trazer ao público um recorte muito específico derivado das bandas tradicionais de origem militar. Essas formações, de um modo geral, contavam com a participação de músicos oriundos dessas bandas e os repertórios ganharam contornos próprios à formação e ao contexto social no qual os grupos estavam inseridos. Faz parte do programa de concerto do grupo repertórios relacionados a festividades populares da região amazônica.

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