Há 5 anos, o mundo se despedia de Amy Winehouse

Era 23 de julho de 2011. O corpo de Amy Winehouse foi encontrado pela polícia londrina em seu apartamento. Meses depois, laudo apontou que a cantora morreu por ingestão excessiva de bebida – 416 mg de álcool para cada 100 ml de sangue. Os porres, as drogas e os escândalos marcaram a carreira da artista, que estreou em 2003 com o álbum Frank. Três anos depois veio a consagração com o disco Back to Black e a música que a tornou conhecida mundialmente: Rehab. Na RedeSul TV, a homenagem é com uma gravação acústica feita da música Valerie, onde Amy mostra toda a sua genialidade crua, sem produção. Só ela e o violão. É de arrepiar.

Cinco anos após sua morte, ela é lembrada como a cantora que navegou por mares há muito tempo esquecidos na música, incluindo marcas fortes de jazz e de soul. Além da voz pesarosa, Amy se destacou pela habilidade como compositora. Viveu de forma intensa, e cantou a própria vida de forma mais intensa ainda. 

O destemor se refletia em outros campos. Protagonista de escândalos e estampando tabloides dia após dia, chegou a ser internada. A mídia acompanhava cada passo falso, como quando ela foi vista fumando crack ou tentou agredir fãs. As feridas da cantora foram expostas ao extremo. No documentário Amy (2015), com direção de Asif Kapadia e vencedor do Oscar, fica claro o quanto o assédio e a exibição desenfreada da imagem afetaram a artista.

O pai, Mitchell Winehouse, se manifestou contra a condução do longa, afirmando que a família sofreu injustiças. Ele é apontado como um dos responsáveis pelo estado no qual Amy estava no fim da vida e também como principal explorador da imagem da britânica. Após a morte, Michell assumiu a carreira artística e esteve no Brasil para apresentações em 2015.

Não se sabe até que ponto a superexposição afetou a artista, pontua o músico Felipe Cazaux. “No documentário vemos que, no início da carreira, ela gostava de fotografias, de ser filmada. Depois, eram tantas câmeras que ficou irritada”, lembra.

Meia década após a partida, o cenário musical já aponta figuras que podem ser consideradas “herdeiras” da musicalidade de Amy: a holandesa Caro Emerald, as norte-americanas Corrine Bailey Rae e Sharon Jones, a portuguesa Aurea. Sharon, inclusive, desenvolve trabalhos com a banda The Dap-Kings – que acompanhou Amy durante boa parte da carreira.

Com a morte precoce, Amy Winehouse entrou para o Clube dos 27 – grupo de artistas míticos que morreram com a mesma idade. Uniu-se a Janis Joplin, Kurt Cobain, Jimi Hendrix, Jim Morrison e Brian Jones.

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