22/08/2023
Brasil Em Alta Segurança

Mortes violentas caem 8,2% no Brasil em 2025, mas feminicídios sobem 4%

Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado nesta quinta (23) traz o menor índice de mortes violentas intencionais desde 2012

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Brasil registrou o menor índice de mortes violentas intencionais (MVI) desde que a série histórica começou a ser medida, em 2012. Os dados constam na 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada nesta quinta (23).

Conforme o levantamento, a taxa caiu de 20,6 casos por 100 mil habitantes, em 2024, para 19,1 casos por 100 mil habitantes, em 2025. A queda foi de 8,2%. Em números absolutos, o país teve 40.775 mortes violentas intencionais no ano passado, ante 44.127 em 2024.

A categoria MVI reúne homicídio doloso, feminicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte, morte por intervenção policial e morte de policiais em serviço ou fora do horário de trabalho. Em 2025, pela primeira vez, o indicador ficou abaixo de 20 mortes por 100 mil habitantes no país. Em 2012, a taxa era de 27,7 por 100 mil habitantes.

Ao longo do ano passado, caíram os casos de homicídio doloso (-10%), latrocínio (-17%) e lesão corporal seguida de morte (-15,2%). Já as mortes por intervenção policial subiram 5,4%, e os feminicídios avançaram 4%.

ESTADOS QUE FOGEM DA TENDÊNCIA

Apesar da redução na média nacional, sete unidades da federação tiveram alta nas mortes violentas intencionais em comparação com 2024. O Rio Grande do Norte liderou essa lista, com aumento de 19,6%, seguido por Rondônia (7,5%), Acre (6,3%), Roraima (5,8%), Distrito Federal (5,8%), Mato Grosso do Sul (4,9%) e Rio de Janeiro (2,1%).

O Paraná, por outro lado, está entre os estados com queda expressiva no indicador: -15,5% em relação ao ano anterior. Amazonas (-32,5%), Rio Grande do Sul (-25,7%) e Mato Grosso (-23,2%) tiveram as maiores reduções do país. Também recuaram Piauí, Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina, Bahia, Pernambuco, Espírito Santo, Ceará, Alagoas, Amapá, Paraíba, São Paulo, Pará, Sergipe, Tocantins e Maranhão.

FEMINICÍDIOS BATEM RECORDE PROPORCIONAL

O Anuário mostra ainda que 44,4% dos assassinatos de mulheres no Brasil em 2025 ocorrem por razões de gênero. É o maior percentual desde que o feminicídio passou a ser tipificado no Código Penal, em 2015.

Foram 1.571 mulheres vítimas de feminicídio no país ao longo do ano, uma média de 4,3 mortes por dia. O número representa uma taxa nacional de 1,4 vítima para cada 100 mil mulheres, alta de 4% frente a 2024.

As tentativas de feminicídio também cresceram: 4.189 mulheres sobreviveram a ataques desse tipo em 2025, um aumento de 5,9% em relação ao ano anterior. Na prática, para cada feminicídio consumado no país, houve quase três tentativas.

Considerando feminicídios consumados e tentados juntos, as regiões centro-oeste e norte concentram as maiores taxas do país, com 9,8 e 8 vítimas por 100 mil mulheres, respectivamente. As regiões sudeste (4,2), nordeste (4,8) e sul (5,2) registraram os menores níveis de violência letal de gênero.

*Com informações da Agência Brasil.

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Redação

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