22/08/2023
Em Alta Prudentópolis Região Segurança

Três golpes em um único dia deixam prejuízo de R$ 8,6 mil em Prudentópolis

Crimes envolveram falsos advogados, fornecedores e funcionários de banco. Todos os estelionatos ocorreram pelo celular

Golpes pelo celular (Foto: Reprodução/Pixabay)

Três ocorrências de estelionato registradas pela Polícia Militar nessa sexta (7) chamam a atenção para a variedade de estratégias utilizadas por criminosos para enganar vítimas em Prudentópolis. Somados, os valores envolvidos nos três casos chegam a R$ R$ 8.645,75.

Os golpes tiveram métodos diferentes: em um deles, criminosos se passaram por advogado e até por juiz para cobrar supostas custas processuais. Em outro, um falso fornecedor intermediou a venda de bebidas para uma pizzaria. E no terceiro, um homem acabou enganado por criminosos que se apresentaram como representantes de uma instituição bancária.

FALSO ADVOGADO

O primeiro caso ocorreu no Centro. Uma mulher procurou a sede da 4ª Companhia da Polícia Militar após um golpe praticado por meio virtual. Segundo o relato, ela possui ações trabalhistas a receber do Estado e um escritório de advocacia de Irati que a representa.

A vítima recebeu uma mensagem pelo WhatsApp de um homem que se apresentou como advogado dela. O criminoso afirmou que os valores da ação estavam quase liberados, mas que ela precisava pagar previamente supostas custas processuais.

PIX

Induzida ao erro, a mulher compartilhou a tela do celular e fez uma transferência via pix de R$ 3.499,99. Na sequência, o golpista pediu o contato de outro familiar, alegando que ainda existiam taxas para pagar. A vítima forneceu o contato da filha.

A filha recebeu uma ligação pelo WhatsApp de outro homem, que se identificou falsamente como juiz. Seguindo as orientações do criminoso e também com o compartilhamento da tela do celular, ela acessou a conta bancária, contratou um empréstimo no valor correspondente ao limite disponível, de R$ 1.066, e transferiu a quantia via pix.

O criminoso ainda tentou obter contatos de outros familiares para conseguir mais dinheiro. Mas nesse momento a vítima desconfiou da situação e procurou diretamente o escritório de advocacia. A confirmação veio em seguida: o escritório informou que não havia solicitado qualquer pagamento e que se tratava de um golpe. O prejuízo neste caso totalizou R$ 4.565,99.

As vítimas procuraram as instituições financeiras e solicitaram o bloqueio das contas envolvidas. Comprovantes das transações e capturas de tela das conversas acabaram anexados ao boletim de ocorrência.

FALSO FORNECEDOR APLICA GOLPE EM PIZZARIA

O segundo caso foi registrado por volta das 19h30, também na Região Central da cidade. A Polícia Militar se deslocou até uma pizzaria. Conforme o relato do responsável pelo estabelecimento, uma pessoa que se identificou como Allan entrou em contato por telefone afirmando ser fornecedor de bebidas.

Acreditando estar negociando diretamente com um fornecedor, o responsável pela pizzaria adquiriu bebidas pelo valor de R$ 1.480 e fez o pagamento por pix. O problema veio no momento da entrega.

O verdadeiro proprietário das bebidas compareceu ao estabelecimento e informou que somente faria o descarregamento da mercadoria após a confirmação do pagamento. Foi então que o solicitante percebeu que havia sido enganado.

Segundo o registro policial, o homem que se apresentou como Allan não era o proprietário das bebidas e teria utilizado a identidade de um fornecedor para intermediar fraudulentamente a negociação. A Polícia Militar registrou a ocorrência e orientou os envolvidos sobre as providências cabíveis.

CRIMINOSOS SE PASSAM POR FUNCIONÁRIOS DE BANCO

O terceiro caso envolve um homem de 52 anos e também ocorreu no Centro. De acordo com o relato apresentado à Polícia Militar, por volta das 10h30 ele recebeu uma mensagem pelo aplicativo do banco informando que a conta havia sofrido uma tentativa de invasão. Por isso, teria sido bloqueada.

Pouco depois, recebeu uma ligação e mensagens pelo WhatsApp de uma pessoa que se apresentou como representante da instituição financeira. O suposto funcionário tentou convencer a vítima a instalar um programa no celular, alegando que seria necessário para proteger a conta.

O homem também acabou induzido a compartilhar a tela do aparelho e fornecer o código de verificação do cartão. A instalação do programa não foi concluída. Desconfiado, o homem interrompeu o contato e verificou a conta bancária.

Foi então que percebeuque havia duas compras utilizando o cartão. Uma delas registrada em duas parcelas de R$ 2.549,88, totalizando esse valor, enquanto a segunda compra foi de R$ 49,88. O prejuízo identificado chegou a R$ 2.599,76.

A vítima bloqueou a conta e o cartão para impedir novas movimentações e registrou o boletim de ocorrência para as providências junto à Polícia Judiciária e às instituições financeiras. Os casos registrados pela Polícia Militar agora seguem para investigação pelas autoridades competentes.

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Gilson Boschiero

Jornalista

Possui graduação em Jornalismo, pela Universidade Metodista de Piracicaba (1996). Mestre em Geografia pela Unicentro/PR. Tem experiência de 28 anos na área de Comunicação, com ênfase em telejornalismo e edição. Foi repórter, editor e apresentador de telejornais da TV Cultura, CNT, TV Gazeta/SP, SBT/SP, BandNews, Rede Amazônica, TV Diário, TV Vanguarda e RPC. De 2015 a 2018 foi professor colaborador do Departamento de Comunicação Social da Unicentro - Universidade do Centro-Oeste do Paraná. Em fevereiro de 2019, passou a ser o editor chefe do Portal RSN. @gilson_boschiero

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