22/08/2023
Em Alta Paraná Política

Sandro Alex chega a 27,6% e se aproxima de Moro

Primeira pesquisa após as convenções coloca Sandro Alex a 7,7 pontos atrás de Moro e abre uma distância de 8,1 pontos sobre Requião Filho

Greca e Sandro Alex (Foto: divulgação)

A fotografia mais recente da corrida pelo Governo do Paraná já não é a mesma. Sandro Alex (PSD) deixou Requião Filho (PDT) para trás e aparece em segundo lugar, com 27,6%, na primeira pesquisa divulgada depois das convenções partidárias.

Mais do que uma troca de posições, o resultado mexe com a lógica da disputa. Sandro está a 7,7 pontos de Sergio Moro (PL).O ex-juiz lidera com 35,3%, e abre uma distância de 8,1 pontos sobre Requião Filho, que aparece com 19,5%.

O desempenho de Sandro Alex também ajuda a explicar por que a eleição começa a ganhar contornos mais competitivos. O deputado federal, escolhido por Ratinho Junior para disputar o Palácio Iguaçu, incorporou ao projeto eleitoral o apoio de Rafael Greca (MDB), confirmado como candidato a vice.

Esse movimento parece ter ajudado a ampliar a presença em diferentes segmentos do eleitorado. Sandro aparece à frente de Requião Filho nas faixas de renda, escolaridade, idade e sexo analisadas pelo levantamento. De acordo com a consulta, entre os eleitores mais velhos, inclusive, Sandro chega a 31,7%, superando Moro, que registra 30,2%.

Mas há um número que talvez seja ainda mais importante. 51,4% dos eleitores não apontaram nenhum candidato na pesquisa espontânea. Isso significa que mais da metade do eleitorado ainda não cristalizou a escolha quando não recebe os nomes dos candidatos. Já na espontânea, Moro aparece com 21,5%, Sandro com 10,1% e Requião Filho com 7,5%.

A DISPUTA QUE SE ABRE

Moro continua na liderança, mas Sandro Alex agora ocupa uma posição que muda o jogo. Ele é o principal nome do grupo político que está no poder no Paraná. E está suficientemente próximo do primeiro colocado para alimentar uma disputa direta.

Requião Filho, por sua vez, passa a enfrentar um desafio maior. O terceiro lugar coloca pressão sobre a campanha dele. Exige uma reação para evitar que a eleição se transforme em uma polarização entre Moro e Sandro.

A primeira pesquisa depois das convenções mostra três nomes competitivos, mas também revela um eleitorado com alto grau de indecisão. Com a campanha efetivamente entrando na fase decisiva, a capacidade de cada candidato de transformar conhecimento de nome em voto consolidado será determinante.

E NO SENADO?

Se a disputa pelo governo começa a ganhar um desenho mais nítido, a eleição para o Senado continua pulverizada. Na corrida pela primeira vaga, Deltan Dallagnol aparece com 19,2%, Alexandre Curi com 17,7%, Gleisi Hoffmann com 17,3% e Filipe Barros com 16,8%. Cristina Graeml soma 5,2% e Dr. Rosinha, 4,7%.

Para a segunda vaga, Filipe Barros aparece com 15,8%, seguido por Dr. Rosinha, com 13,4%; Deltan, com 12,6%; Alexandre Curi, com 9,8%; e Cristina Graeml, com 8,5%. É uma disputa em que poucos pontos separam os principais nomes — e na qual o eleitor terá de escolher dois candidatos.

METODOLOGIA

A pesquisa Índice/Impacto ouviu 1.200 eleitores entre 4 e 6 de agosto. O levantamento tem nível de confiança de 95%, margem de erro estimada de 2,83 pontos percentuais e está registrado no TSE sob o número PR-07034/2026.

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Cristina Esteche

Jornalista

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