22/08/2023
Blog da Cris Paraná Política

Geraldo Mendes muda a rota em 2026 e abre um novo capítulo na política do Paraná

Deputado mantém mandato, presença regional e participação nas articulações políticas do grupo de Ratinho Junior

Deputado Geraldo Mendes (Foto: Ascom parlamentar)

A decisão do deputado federal Geraldo Mendes de não disputar a reeleição em 2026 muda uma rota que, até pouco tempo atrás, parecia definida. A notícia das últimas horas surpreendeu o cenário paranaense. Mendes atribui a decisão a questões pessoais e a uma avaliação sobre os próximos passos da trajetória política.

O ponto mais importante, porém, é que a desistência de uma nova candidatura à Câmara não significa saída da política. Geraldo Mendes seguirá exercendo o mandato normalmente. Afinal, ele mantém relações políticas importantes em Regiões estratégicas do Paraná. São José dos Pinhais, onde construiu a principal base eleitoral, continua sendo um território relevante.

No Litoral, especialmente em Paranaguá, o deputado também ampliou presença nos últimos anos e fortaleceu relações com lideranças locais. Laranjeiras do Sul, Guarapuava e outros municípios de diversas Regiões do Estado contam o trabalho do parlamentar. É justamente aí que a decisão passa a ter uma leitura política mais interessante.

Sem precisar conduzir uma campanha própria, Geraldo ganha liberdade para atuar diretamente na construção eleitoral do grupo do governador Ratinho Junior, como ele próprio sinalizou ao anunciar que pretende concentrar esforços no Paraná. Na prática, muda o papel, mas permanece a influência.

Um parlamentar sem candidatura própria pode circular com maior facilidade entre diferentes grupos. Ajudar na construção de alianças e direcionar a rede política para projetos considerados estratégicos dentro do próprio campo de atuação.

MANDATO CONTRIBUI

Também não se pode ignorar que Geraldo ainda tem mandato pela frente. Continua participando das decisões em Brasília, mantendo agendas nos municípios e preservando canais importantes entre o Paraná e o governo federal. A decisão de 2026, portanto, deve ser observada mais como um reposicionamento do que como uma despedida.

Geraldo Mendes deixa de disputar a própria eleição, mas permanece em campo. E, na política, muitas vezes quem não precisa cuidar dos próprios votos passa a ter mais espaço para ajudar a decidir para onde irão os votos dos outros.

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Cristina Esteche

Jornalista

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