22/08/2023
Em Alta Guarapuava Segurança

Acusado de matar Everton Madureira vai a júri popular nesta terça

A execução em frente a uma escola ampliou a sensação de insegurança e deixou marcas em uma comunidade que presenciou uma cena de violência em pleno fim de tarde

Fórum de Guarapuava (Foto: Larissa Ortiz)

O réu Carlos Gabriel Oliveira Ferreira, 22 anos, vai a júri popular nesta terça (23), no Fórum de Guarapuava. O jovem encontra-se acusado de matar Everton Robison Madureira, de 36 anos. O crime ocorreu em junho de 2025, em frente à Escola Municipal Hipólita Nunes Oliveira, no bairro Boqueirão. A morte causou comoção pela violência dos disparos em uma área de circulação de pais, alunos e moradores.

Everton Madureira foi executado por mais de cinco tiros (Foto: divulgação)

Everton morreu por volta das 17h, horário de grande movimento nas imediações da escola. De acordo com informações divulgadas à época, a Polícia Militar chegou após os disparos e encontrou a vítima já sem vida. A perícia apontou que ele recebeu mais de cinco disparos, possivelmente de calibre 32. Um dos projéteis ainda acertou um Renault Duster estacionado nas proximidades, onde estavam duas mulheres e uma criança, que não se feriram.

O principal suspeito, então com 21 anos, apresentou-se à Polícia Civil acompanhado de advogado e confessou ter feito os disparos. Na versão apresentada à polícia, ele alegou que havia uma briga antiga com a vítima, marcada por ameaças recíprocas, e que o desentendimento durava cerca de um ano.

RÉU CONFESSO

Ainda conforme a investigação, o jovem afirmou que agiu sozinho, embora o cunhado dele estivesse no local. Apesar da confissão, ele não ficou preso no momento em que se apresentou, porque não havia mandado de prisão preventiva expedido naquele instante. Posteriormente, o suspeito foi preso após mandado judicial.

O julgamento pelo Tribunal do Júri coloca nas mãos dos jurados a decisão sobre a responsabilidade do réu. A acusação deverá sustentar a tese de homicídio, enquanto a defesa terá espaço para apresentar sua versão dos fatos e contestar pontos da denúncia. Até a decisão final, o acusado deve ser tratado como réu no processo, respeitando o princípio da presunção de inocência.

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Cristina Esteche

Jornalista

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