“Aeroporto de Guarapuava será referência para o Paraná”, diz comandante Hammer

Vice-presidente da Phenix Aeroportos esteve no município para assinar termo de doação de serviço. Por três anos, Guarapuava economizará na consultoria aeroportuária

Obras no aeroporto estão 98% concluídas, segundo engenheiro responsável (Foto: Anderson Zacalusni/Secom)

Nesta quinta feira (29), o Aeroporto Tancredo Tomas de Farias, de Guarapuava, deu um importante passo para iniciar os voos comerciais no município em 2019. Isso porquê, a Phenix Aeroportos, de Maringá, formalizou hoje a doação dos serviços de consultoria aeroportuária para o município pelos próximos três anos. Com isso, além de Guarapuava ganhar o reforço de uma das principais empresas do setor, haverá a economia de aproximadamente R$ 1,2 milhão dos cofres públicos.

De acordo com o vice-presidente da Phenix, o comandante Clairton Hammer, o Aeroporto será referência para todo o Paraná, principalmente, devido ao projeto de adequação ter sido feito com um pensamento a longo prazo.

“O aeroporto daqui vai se juntar aos grandes aeroportos do Estado. Inicialmente, uma aeronave pequena irá operar no município, mas no momento em que a companhia quiser, poderá por um avião de maior porte para circular porque Guarapuava terá condições de receber a aeronave”, explicou. A primeira companhia a operar em Guarapuava será a Azul Linhas Aéreas.

Com capacidade para 70 passageiros, a aeronave que irá operar no município será do modelo ATR 72 (Foto: Divulgação/Azul)

Segundo Hammer, houve o interesse da Phenix doar seus serviços para Guarapuava por entender o potencial que o município possuí, principalmente, por conta da sua localização privilegiada.

“A estrutura do aeroporto foi pensada de maneira que o serviço oferecido por Guarapuava possa ser aumentado a qualquer momento”, frisou.

A assinatura de doação do serviço contou a presença do prefeito Cesar Silvestri Filho, do vice-prefeito, Itacir Vezzaro, do secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Sandro Abdanur, entre outras lideranças municipais. O serviço de consultoria ofertado pela Phenix incluirá, por exemplo, os ajustes finais do município junto a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para a liberação dos voos.

(Foto: Cristina Esteche/RSN)

PRÓXIMOS PASSOS

Na próxima terça (4), o prefeito Cesar Silvestri, junto de Hammer, estará em Brasília para uma reunião com o diretor de certificação da ANAC, onde será feita uma espécie de ‘checklist’ de tudo que já está pronto no aeroporto. Se a ANAC sinalizar que está dentro do padrão, o município solicitará a liberação provisória para os voos. Por lei, a Agência tem até 120 dias para fazer a homologação.

“Da mesma forma que a avaliação do aeroporto pode demorar um dia, pode demorar mais tempo. Por isso o serviço da consultoria foi tão importante. Para que a gente possa iniciar os voos o mais rápido possível. A doação da Phenix foi histórica para Guarapuava”, avaliou o prefeito Cesar Silvestri Filho.

ESFORÇO CONJUNTO

Um dos poucos locais que não sofreu alteração com as obras foi a pista de decolagem, que tem 1437 metros. Ela já cumpria os requisitos pré-estabelecidos pela ANAC (Foto: Anderson Zacalusni/Secom)

Quando concluída, a reformulação do aeroporto de Guarapuava terá custado cerca de R$ 10 milhões, de acordo com o secretário Abdanur. Deste montante, quase R$ 3 milhões foram de recursos da prefeitura, para correções estruturais, como terraplanagem. Os outros quase R$ 8 milhões foram doados por empresários, através de investimentos privados.

De acordo com o engenheiro civil responsável, Halmuth Brandtner, da Prefeitura de Guarapuava, as melhorias realizadas no aeroporto beneficiam, principalmente, a mobilidade e o acesso ao espaço. Uma das principais mudanças na estrutura do aeroporto diz respeito ao pátio de manobras, que passou de 1740 metros quadrados para 7040m². Outra mudança importante é no terminal de passageiros do aeroporto. O novo terminal tem uma área de 980m². Há, ainda, uma taxiway, que atravessará todo o aeroporto.

Um dos poucos locais que não sofreu alteração com as obras foi a pista de decolagem, que tem 1437 metros. Ela já cumpria os requisitos pré-estabelecidos pela ANAC.

“Guarapuava foi um dos poucos municípios em que a Azul afirmou que realmente queria voar aqui. É uma região estratégica”, lembrou o comandante Hammer.

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