Após mais de dois anos, inquérito da morte de Saulo ainda está na polícia

Laudo da pistola do policial acusado de matar Saulo diz que "a arma estava perfeita"

Saulo morreu em 2016 (Foto/Reprodução: Facebook)

Já se passaram mais de dois anos da madrugada de 22 de julho de 2016, em que o jovem Saulo Filipin Prestes, 21 anos, foi morto a tiros no município de Turvo. O acusado é um policial militar que trabalhava na cidade. Porém, até agora, o inquérito policial ainda não foi concluído. O delegado Bruno Miranda, responsável pelo caso, encontra-se em férias.

Segundo a defesa, a novidade do caso é que o laudo pericial feito na arma do policial contradiz a sua informação no depoimento feito à Polícia Civil, de que a a pistola disparou sem o acionamento do gatilho, alegando defeito de fábrica. De acordo com o laudo, a perícia atestou o funcionamento normal da pistola.

O CASO

Na madrugada do dia 22 de julho de 2016, Saulo estava com dois amigos em frente a loja de autopeças da sua família, por volta da 1h30. Quando os três estavam indo embora, Saulo patinou o carro. Neste momento, o policial militar passava pelo local. Ele voltava de uma escala de serviço cumprida em Palmital. A partir daqui, as versões sobre o fato são contraditórias. O PM diz que Saulo fazia manobras perigosas e que, ao ser abordado, acelerou o carro em sua direção. Amigos da vítima negam essa afirmação e dizem que o policial foi arbitrário, atirando em Saulo para matá-lo. A reconstituição do fato foi feita pela Polícia Civil.

De acordo com o criminalista Marinaldo Rattes, que atua para a família da vítima, a morosidade nesse julgamento está incomodando a família. Segundo ele, a PM entregou a arma de onde disparou o projétil fatal somente um ano e meio após o fato ter acontecido, a pedido do Ministério Público.

A família está ressentida porque tem inquéritos que são concluídos em apenas 10 dias e outros que se arrastam como é o do Saulo.

O caso mereceu duas investigações paralelas: uma feita pela própria Polícia Militar, já concluída, e outra ainda em trâmite na Polícia Civil. Segundo Marinaldo, o juízo militar atribuiu ao policial o crime doloso, ou seja, quando o autor tem a intenção de matar. Porém, segundo o criminalista, há uma tentativa de “desclassificar” o crime de doloso para culposo, derrubando assim as duas qualificadoras: motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

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