Após tragédia no CT do Flamengo, atleta de Pinhão visita família

Adriel aguarda orientações do clube para retornar aos treinos. "Que Deus conforte o coração das famílias dos meus amigos. A hora que eu estiver em campo vou jogar por eles".

(Foto: arquivo pessoal/Adriel Guilherme)

Quatro dias após o incêndio que atingiu um dos alojamentos da categoria de base do Flamengo, no Rio de Janeiro e deixou 10 jovens mortos, o atleta de Pinhão Adriel Guilherme de Moraes, de 13 anos, que também joga na categoria de base do clube carioca está em casa, recebendo o amparo da família.

Adriel é atacante e há seis meses treina com o time e mora no Rio de Janeiro. Em entrevista ao Portal RSN, o atleta disse que retornou ao clube no dia 2 de fevereiro, após o término das férias de fim de ano. E uma semana depois, voltou para a casa da família em Pinhão.

“A princípio o Clube pediu que voltássemos a nossa cidade, nossas famílias, aguardando informação sobre a sequência e programação anual. Para o retorno para o Rio de Janeiro após a triste tragédia lá no Ninho, estamos no aguardo de segunda ordem sem uma data prevista”, disse.

(Foto: Agência Estado)

O incêndio de grandes proporções atingiu o Ninho do Urubu, que integra o centro de treinamento do Flamengo em Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A tragédia aconteceu na madrugada da última sexta feira (8). No espaço, estavam alojados jogadores da base do clube entre 14 e 16 anos. Pela idade, este não era o local onde Adriel ficava instalado. Segundo ele, em sua categoria, os jogadores moram em uma casa, fora do CT. Era lá que Adriel estava quando soube da tragédia.

Eu estava dormindo na minha casa quando vi toda a movimentação e acabei perguntando aos meus colegas o que estava havendo. Quando me contaram eu não acreditei que isso estava acontecendo.

Dos 26 garotos que estavam no alojamento, 10 morreram. Cinco foram enterrados no domingo (10) e hoje (11), outros cinco jovens serão sepultados. Outros três atletas estão feridos, um em estado mais grave. Todos eram conhecidos de Adriel e alguns, amigos próximos. Eles estiveram juntos no dia anterior à tragédia.

O Gedson Santos [14 anos] e o Bernardo Pisetta [15 anos] eram meus amigos. Inclusive, o Gedson foi comigo no último dia 2 pro Rio de Janeiro, mas eles eram de uma categoria maior.

(Foto: arquivo pessoal/Adriel Guilherme)

Para Adriel, que tem o sonho de se tornar um jogador de futebol profissional, a mensagem é de força e luta por todos os colegas vítimas da tragédia.

Que Deus conforte o coração das famílias dos meus amigos e saibam que eu, Adriel Moraes, a hora que eu estiver em campo vou jogar por eles. Vou lutar por eles, vencer por eles e vontade redobrada em 10 vezes. Do céu, nos inspirem a honrar o manto sagrado.

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