“Bituruneca” é exemplo em Congresso Paranaense de Cidades Digitais

Bituruna cria moeda fictícia para incentivar alunos à cultura empreendedora e tecnológica

Aluna trocando a “Bituruneca” por material escolar (Foto: Ascom)

A educação básica no município de Bituruna ganha novos contornos e prepara os alunos para a cultura empreendedora e de inovação tecnológica. O projeto Empreende Bituruna – Material Escolar, que é desenvolvido no município, é apenas o “pano de fundo” para motivar os estudantes a participar de vários projetos, que vão desde a “compra” de material escolar, lições de como funciona uma agência bancária, até o incentivo à leitura.

Para isso, a administração municipal criou a “Bituruneca”, uma moeda fictícia que dá direito à compra de material escolar. Além disso, o município entrou no circuito das maratonas e lançou o 1° Hackaton Bituruna, uma maratona de programação direcionada para programadores, designers e outros profissionais ligados ao desenvolvimento de projetos tecnológicos. O objetivo é criar um banco virtual para ser utilizado pelos alunos da rede municipal de ensino do 1° ao 2° ano no projeto “Empreende Bituruna”.

Os participantes criarão um projeto de plataforma digital para depósito das “Biturunecas”. São essas iniciativas que deram ao prefeito Claudinei Castilho o espaço para participar do 6º Congresso Paranaense de Cidades Digitais, nesta quinta feira (13) e sexta (14), em Ponta Grossa.

O encontro, que acontece em meios às comemorações dos 195 anos da cidade polo dos Campos Gerais, coloca no centro do planejamento municipal o uso estratégico de tecnologia como motor de desenvolvimento e para melhor prestação dos serviços à população. Bituruna é exemplo.

De acordo com Claudinei Castilho, o projeto Empreender Bituruna nasceu para substituir a distribuição de kits de material escolar.

“Antes eram doados kits de material e pensamos numa maneira mais eficiente e que possibilitasse aprendizado”.

Segundo o prefeito, a partir da criação da “Bituruneca”, cerca de dois mil estudantes recebem entre 20 e 30 “moedas”, que são trocadas por materiais. Mas o projeto evoluiu e neste ano já incentiva a leitura.

“Agora os alunos recebem de acordo com o projeto que participam”. Um exemplo citado pelo prefeito é a leitura.

“Cada livro que é lido vale uma quantia de biturunecas que podem ser acumuladas. No começo do próximo ano, teremos materiais especiais como mochilas, estojos, que podem ser escolhidos por quem já acumulou a moeda. É uma forma de motivar a participação do aluno nos projetos”. Um aplicativo permite o acompanhamento e a participação dos pais nos projetos.

Mas a ideia, que nasceu durante debate entre a Secretaria Municipal de Educação, o gabinete do prefeito e outras secretarias municipais, vai além com a maratona de programação que vai envolver acadêmicos de Guarapuava e Pato Branco, para a programação do aplicativo que vai simular o funcionamento de um banco. Será em outubro e haverá premiação. Os detalhes sobre este evento em específico serão divulgados nos próximos dias pela organização.

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