“Caminho, sento, acesso redes sociais”, diz jovem em isolamento

O guarapuavano Jaury Junior retornou de Jundiaí (SP) no voo de sábado (21) e elogia as medidas de precaução no aeroporto de Guarapuava

Jaury Junior (Foto: Arquivo Pessoal)

Já são três dias de isolamento, tomando banho de regador, sentado, caminhando um pouco. Ou ainda, saindo no pátio para tomar “um arzinho” e brincando com os cachorros. “Vejo as notícias do lado de fora apenas por redes sociais e em contato com amigos pelas mesmas”.

O local onde o jovem Jaury Junior está desde o último sábado (21) é a barbearia do pai, um cômodo anexo à casa da família. Isso porque Jaury chegou no último voo comercial, antes da paralisação, no último sábado (21), vindo de Jundiaí (SP).

“Tirei férias e fui visitar um amigo que mora nessa cidade”. Assim, entre viagens feitas a outras cidades pelo interior de São Paulo, o guarapuavano começou a achar estranho o que estava vendo.

Fomos até Aparecida do Norte, onde eu nunca tinha ido. Chegando lá fomos surpreendidos pela cidade vazia. A basílica estava vazia. Toda aquela magnitude tinha apenas cachorros andando pelo espaço vazio. Eu sempre soube que aquele lugar atraía milhões de pessoas.

Assim, na volta, em Itatiba, logo ao chegar numa das entradas da cidade, os amigos se depararam com barreiras. “Havia fiscais medindo a temperatura de quem chegava a cidade. As pessoas estavam sendo monitoradas. As empresas dispensando os funcionários. Havia muita tensão, muita psicose, um verdadeiro caos”.

SAÚDE DÁ EXEMPLO DE PRECAUÇÃO

Porém, já no voo de volta a Guarapuava, Jaury Junior disse que se surpreendeu com a organização e com as precauções tomadas pela Secretaria Municipal de Saúde.

Lá no aeroporto de Campinas não havia álcool em gel fixado ou disponível nos cafés e comércios, nenhuma precaução com os passageiros que embarcaram e/ou chegavam de fora. Chegando em Guarapuava me surpreendi com os protocolos de segurança quando descemos da aeronave. Mediram temperatura, respondemos um questionário e assinamos termo de isolamento por sete dias.

De acordo com o jovem, se trata de uma situação nunca vista antes. “É uma situação que a minha geração ainda não tinha vivenciado. Acho que somente quem viveu situações de grandes guerras tinha visto isso”.

Entretanto essa precaução estendeu-se à sua família. “Minha irmã não veio me buscar e não pude ir pra casa porque meus pais estão no grupo de risco, com 70 anos e passaram por cirurgias recentes. Então a solução foi ficar na barbearia anexa aqui”.

“Não tem o que fazer. Preciso ficar no isolamento porque estive no Estado de São Paulo em várias cidades e Regiões, onde há muita contaminação. E quando sairmos dessa situação inédita vamos ter que ajudar uns aos outros, como nunca foi feito nestes tempos modernos”.

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