Cesta básica tem aumento de 4,28% no mês de outubro em Guarapuava

Os alimentos do dia a dia como a batata, o óleo de soja, o arroz e o feijão registraram um grande aumento nos preços. Itens de higiene também

Cesta básica tem aumento de 4,28% no mês de outubro em Guarapuava (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A cesta básica ficou 4,28% mais cara no mês de outubro em Guarapuava. De acordo com o Núcleo de Estudos e Práticas Econômicas (Nepe) da Unicentro, o valor da cesta para uma pessoa adulta custa R$ 474,43. Os alimentos do dia a dia como óleo de soja, a batata e o tomate registraram um grande aumento. Além dos alimentos tradicionais, como o arroz e o feijão.

Conforme a pesquisa feita pelos economistas do Nepe, desde dezembro do ano passado, os números não param de subir. A pesquisa leva em conta alimentos como cereais, pão, legumes, frutas, laticínios, proteínas e óleo. Entretanto, em outubro o preço da cesta subiu menos em relação ao aumento registrado em setembro, de 5,27%.

(Imagem: Reprodução/NEPE)

PRODUTOS AFETADOS

De acordo a professora Luci Nychai, do Departamento de Economia, alguns produtos hortifrúti puxaram a alta dos preços em outubro. Desse modo, registrando um aumento médio de 21,73%. Além disso, com destaque para o aumento do preço da batata, que sofreu um reajuste médio de 41,80% e do tomate com 27,71%.

Conforme a economista, o preço do óleo de soja também subiu, em 18,71%. A pesquisa ainda constatou elevação no preço dos grãos em outubro em 2,31%. Dessa maneira, o arroz teve alta de 3,40% e o preço do quilo do feijão subiu 2,98%. Contudo, a boa notícia é que os derivados do leite finalmente apresentaram uma queda nos preços, representando redução de 8,15% em outubro.

(Foto: Reprodução/Unsplash)

BATATA

Segundo Luci Nychai, a batata foi o item que mais subiu em outubro. De acordo com a economista, na primeira quinzena do mês, o valor médio do tubérculo tipo especial lavado chegou a registrar R$ 96,27 a cada 60 quilos. O que representa um aumento de 76% acima do registrado em setembro.

Já em setembro, a oferta da batata era maior devido ao pico da colheita da safra de inverno. Além disso, as colheitas foram aceleradas pelas altas temperaturas e falta de chuvas. Entretanto, em outubro, a oferta diminuiu devido à desaceleração da colheita da safra de inverno, principalmente em São Paulo. A economista aponta que para novembro, a perspectiva é de que a oferta se mantenha reduzida. Isso porque o La Niña pode reduzir os volumes de chuva na Região Sul.

Desse modo, afetando o plantio e desenvolvimento das lavouras da safra das águas de 2020/21. Portanto, a batata vai continuar pesando no bolso do consumidor. No caso do tomate, a tendência é a manutenção de preços elevados devido aos fatores climáticos que afetam a produção.

AUMENTOU

De acordo com os números apontados na pesquisa, no acumulado de janeiro a outubro deste ano, o valor da cesta básica aumentou 26,53%. No mesmo período de 2019, o aumento na cesta básica atingiu 16,82%.

(Imagem: Reprodução/NEPE)

Entre os itens mais atingidos pela alta nos preços em comparação ao ano passado, estão o óleo de soja em 73,45%, a banana em 74,57%, o tomate em 59,75% e o arroz 55,93%. Além disso, o feijão em 52,64%, a carne em 37,06% e o leite 36,72%.

PRODUTOS DE HIGIENE

Ainda, os dados indicam que os produtos de higiene também sofreram aumento. A pesquisa tem como base itens como sabonete em barra 90 gramas, sabonete líquido 500 ml comum, sabão em barra 200 gramas, sabão em pó um quilo, detergente 500 ml e desinfetante 500 ml.

Além disso, água sanitária de um litro, álcool em gel 70 neutro 90 gramas, papel higiênico 30 metros (pacote com quatro rolos) e papel toalha (pacote com dois rolos). Dessa maneira, considerando o consumo mensal de uma pessoa adulta, os itens de higiene subiram em média de março a outubro deste ano, cerca de 27,86%.

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