Defesa de Manvailer pede impugnação de prints com conversas de Tatiane

Trechos de conversas da advogada com uma amiga, trazem detalhes sobre o relacionamento conturbado do casal nos últimos meses. Prints foram anexadas ao inquérito pela família de Tatiane

A defesa de Luís Felipe Manvailer, indiciado por feminicídio pela morte de sua esposa, Tatiane Spitzner, deu entrada com um processo de impugnação via petição sobre os materiais anexados na última terça feira (31), pelos advogados da família da vítima.

O material mencionado refere-se a prints de conversas por WhatsApp entre a advogada Tatiane e uma amiga. Nas mensagens, Tatiane fala sobre problemas enfrentados por ela na relação com o marido. Nas conversas resgatadas, há registros de desabafos da advogada com a amiga, entre março e junho deste ano. Em trechos, ela destaca brigas, a percepção de que Manvailer tem “ódio mortal” por ela e que lhe faltava coragem para enfrentar o divórcio.

As conversas foram registradas entre março e julho deste ano (Imagem/Divulgação: Projudi)

Nas mensagens, Tatiane revela detalhes sobre o relacionamento do casal (Imagem/Divulgação: Projudi)

As conversas foram anexadas ao inquérito pelo advogada da família de Tatiane (Imagem/Divulgação: Projudi)

Na manhã desta quarta feira (1), por meio de nota, a defesa do professor universitário informou que “já impugnou os referidos materiais via petição por entender que essas [mensagens] não têm valor legal”.

Para os advogados Adriano Bretas e Caio Fortes de Matheus, responsáveis pela defesa de Manvailer no caso, as “prints apresentadas estão fora de contexto e tal conteúdo só terá valor jurídico após o celular de onde supostamente as mensagens foram extraídas passar por uma perícia”.

De acordo com eles, antes que a perícia seja realizada, os materiais não possuem valor legal e, portanto, não podem ter validade dentro do inquérito. A defesa da família de Tatiane ainda não se manifestou sobre o desdobramento do caso.

INDICIADO

No final da tarde dessa terça (31), o delegado responsável pela Delegacia da Mulher, Bruno Miranda, informou que tem provas suficientes para acreditar que Luís Felipe, de fato, matou Tatiane. Ela faleceu após cair do 4º andar do prédio onde morava com o marido, no Centro de Guarapuava, no último dia 22.

A conclusão do inquérito foi baseada no laudo que a Polícia Civil tinha sobre o caso, além dos depoimentos de 18 testemunhas e, principalmente, as imagens de câmeras de segurança do prédio onde Tatiane e Luís Felipe moravam. Os laudos da simulação de queda, realizada na última sexta feira (27), além dos laudos de dosagem alcoólica e sobre a apuração de uma possível morte por asfixia, não integraram o inquérito por não terem sido entregues a tempo.

Luis Felipe Manvailer está preso na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG) (Foto: Divulgação)

Além do crime de feminicídio, Luís Felipe também foi o indiciado foi por homicídio qualificado, motivo torpe, uso de meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima e condição do sexo feminino. O delegado comentou que o professor universitário tentou apagar as evidências do crime no apartamento, antes de fugir com o carro da advogada. Sob ele também pesa a acusação de furto de veículo.

Com a conclusão do inquérito, o trâmite vai, agora, para as mãos da promotora Dúnia Serpa Rampazzo, do Ministério Público do Paraná (MP-PR), que acompanha as investigações do caso. Caberá, agora, ao MP-PR, seguir ou não com a denúncia contra Luís Felipe Manvailer. Se o MP-PR tiver o mesmo entendimento da Polícia Civil, ele irá a julgamento.

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