Defesa pede que Manvailer seja transferido para Pinhais; ele teria tentado suicídio

Luís Felipe Manvailer teria feito uma “pequena lesão superficial” no pescoço. Defesa da família de Tatiane se manifesta contra o pedido

A defesa do professor universitário Luís Felipe Manvailer, denunciado pela morte de Tatiane Spitzner, pediu a transferência do guarapuavano para o Complexo Médico-Penal (CMP), em Pinhais. O pedido foi feito a juíza da 2ª Vara Criminal, Paola Gonçalves, em caráter de urgência. Os advogados alegam que Luís Felipe precisa de “atendimento psiquiátrico e psicológico urgente”. A defesa pediu sigilo no pedido, porém, o desdobramento no caso veio à tona na manhã desta quarta feira (8). A juíza ainda não apreciou o pedido.

No começo das investigações, defesa já tinha pedido transferência de Luís Felipe para Pinhais. Na época, o pedido foi recusado (Foto: Divulgação)

“A defesa teve conhecimento de que Luís Felipe, profundamente abalado pelo turbilhão emocional sofrido nos últimos dias, vinha apresentando quadro de depressão profunda”, diz um trecho do pedido de transferência.

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Na argumentação, a defesa de Manvailer alega, também, que “os advogados incumbidos da defesa técnica, em contato com o cliente, puderam observar as sequelas (físicas, inclusive) do trauma decorrente da tentativa de suicídio”.

Imagens divulgadas na semana passada mostraram Luís Felipe agredindo Tatiane por cerca de 20 minutos antes dela morrer (Foto: Divulgação)

A tentativa de suicídio é confirmada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária que, em ofício, informou que, no dia seis de agosto, o preso usou um barbeador para realizar “uma pequena lesão superficial” no pescoço.

Ainda de acordo com o comunicado, Luís Felipe recebeu atendimento médico e está bem fisicamente, “mas abalado emocionalmente”. Segundo o documento, o professor confessou que havia se cortado para “acabar com o sofrimento”, mas que teria desistido do ato ao lembrar da mãe. Luís Felipe está em uma cela especial por ser um preso provisório e ter ensino superior completo.

A DEFESA DA FAMÍLIA

Tatiane Spitzner era advogada e tinha 29 anos (Foto: Divulgação)

A família de Tatiane se manifestou contra a transferência. Os advogados alegam que parece “pouco crível a alegação” para o pedido. Ainda segundo os advogados, o máximo que a atitude de Luís Felipe produziu foi “uma pequena lesão superficial”.

Eles questionam o fato de não ter sido anexada foto ao processo e que não há comprovação suficiente de que a lesão retrate uma intenção suicida.

Se ao menos o denunciado tivesse carreado fotos das ‘pequenas escoriações’ aos autos, este Juízo poderia ter um conhecimento mais adequado do quanto alega. Mas preferiu não fazê-lo. Chama a atenção, ainda, a ausência de opinião formalizada de um profissional da saúde a respeito do ocorrido. Não há, logo, comprovação suficiente de que a lesão superficial conduza a um intento suicida.

Ainda não há data de quando a juíza deverá apreciar o pedido da defesa de Manvailer. Ainda não há data, também, para quando a juíza avaliará o oferecimento da denúncia contra Luís Felipe por parte do Ministério Público do Paraná.

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