DeMolay crava em pedra monumento da Ordem em Guarapuava

Monumento DeMolay está na Avenida Nereu Ramos na bifurcação com a Avenida Manoel Ribas e se trata de um espada templária

DeMolay ganha monumento em Guarapuava (Foto: Divulgação)

Quem passa pela avenida Nereu Ramos na bifurcação com a Avenida Manoel Ribas, se depara com um novo monumento. Junto com três pilares comemorativos aos 150 anos da Maçonaria em Guarapuava, surge agora o ícone do DeMolay. A Ordem reúne jovens que são “lapidados” para se tornarem líderes e seres humanos melhores. O monumento foi erguido no dia 9 de dezembro de 2019, data dos 200 anos de Guarapuava.

De acordo com André Esteche, da Ordem Demolay, o  monumento consiste em uma espada templária. Ela está cravada numa pedra e uma placa com uma menção à Ordem.

Conforme o jovem, a intenção é manter viva e materializada,  em Guarapuava, a memória da Ordem DeMolay. “A Ordem  busca incessantemente fazer uma sociedade melhor, por meio do aprimoramento de seus membros. Seremos os líderes do futuro. Por isso erguemos esse monumento”.

Conforme André, os membros seguem o “o heróico exemplo”  de Jacques DeMolay, patrono da Ordem. Ele preferiu morrer nas mãos da inquisição do que revelar os segredos templários e não denunciar seus irmãos”.

JACQUES DEMOLAY

Jacques DeMolay (Foto: Reprodução/Facebook)

Assim, o nome “DeMolay” vem do último grão mestre da Ordem dos Cavaleiros Templários. El viveu entre o século XII e XIII. É tido como exemplo até hoje pelos membros da Ordem. Ele é considerado o símbolo da bravura por ter enfrentado a inquisição da igreja católica. Além disso, enfrentou as aspirações do ganancioso e sádico Rei Filipe, o Belo.

De acordo com André Esteche, o Rei Felipe faria um plano para capturar Jacques DeMolay e seus irmãos de Ordem. O rei queria que todos os tesouros da Ordem dos Cavaleiros Templários fossem roubados e seus segredos revelados. Conforme André, o patrimônio da Ordem do Templo incluía mosteiros, fortalezas, terras aráveis, moinhos. Além muito ouro e prata guardados nos cofres de suas sedes espalhadas pela Europa.

Porém, Jacques DeMolay foi capturado, torturado por sete anos, sem revelar nada. Por isso, foi julgado pela inquisição e condenado à fogueira por  falsas acusações, forjadas pela corte. Então, em uma sexta, dia 13, foi executado. Entretanto, momentos antes, proclamou palavras de maldição à corte de Rei Filipe. Em um ano os membros da corte morreram por diversas causas.

Assim aos poucos, a Ordem do Templo foi extinta. Porém, muitos de seus preceitos se perpetuaram pela história, sendo reconhecidos até hoje. Inspirada na história de Jacques DeMolay, foi fundada a Ordem que tem o seu sobrenome.

EM GUARAPUAVA

Membros da Ordem em Guarapuava)

De acordo com a história, a Ordem DeMolay foi trazida para Guarapuava em 1998. E hoje, muitos dos membros que passaram por ela, já constituíram família e têm uma história de conquistas.

Conforme André Esteche, costuma-se dizer que a Ordem DeMolay é uma escola de líderes, que prepara os membros para as adversidades da vida através de seus preceitos. “A Ordem defende as liberdades individuais das pessoas.

É baseada em sete virtudes: amor filial, reverência pelas coisas sagradas, cortesia. Além do companheirismo, fidelidade, pureza e patriotismo.

Todavia, a Ordem admite apenas jovens do sexo masculino dos 12 aos 21 anos. Eles podem ser indicados por outros membros. “A Ordem DeMolay nos dias de hoje, é a maior Ordem ritualística para jovens do sexo masculino do mundo. Somos milhões de membros em todas as regiões do planeta. Um DeMolay segue um código de ética rígido. Procuramos sempre levar uma vida de moral e limpidez, buscando sempre a evolução como pessoa e ajudar a sociedade e o mundo ao seu redor”.

MONUMENTO DA MAÇONARIA

Monumento da Maçonaria em Guarapuava (Foto: Divulgação)

Os três pilares erguidos no mesmo lugar onde está o símbolo da Ordem DeMolay é um marco dos 150 anos da Maçonaria em Guarapuava.

Assim, eles representam as Loja Maçônicas de Guarapuava: Philantropia Guarapuavana (a mais antiga do Paraná), Acácia do Terceiro Planalto e Saint Germain.

O Monumento teve o planejamento arquitetônico idealizado pelo membro Docilmar Lopes de Quevedo e simboliza a fraternidade dos irmãos das três potências maçônicas na cidade.

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