Depen retira ferros e celulares do cadeião de Guarapuava

De acordo com a chefia da cadeia, os ferros foram serrados de portas e portões que ainda estavam na galeria velha da unidade

Presos serraram ferros de portas e portões do interior da cadeia (Foto: Depen)

O Departamento Penitenciário (Depen/PR) continua trabalhando para controlar a situação da Cadeia Pública de Guarapuava. Desta vez, os guardas prisionais e agentes penitenciários contaram com o apoio do SOE e do GSI para retirar ilícitos como celulares, ferros e outros objetos de dentro da cadeia. Nos 20 primeiros dias do mês de novembro, houve 11 tentativas de fuga. Do total, o Depen frustrou 10 delas.

De acordo com as informações da chefia da unidade, o bate grade localizou 52 celulares. Além de carregadores, baterias, alicates e ferros. O Portal RSN questionou como esses objetos chegam aos presos. Conforme a chefia da cadeia, os ferros são cortados pelos próprios presos das portas e portões que ainda estão dentro da unidade. Na última reforma foram retiradas todas as portas dos cubículos e foi feito um quadrante que garante a segurança dos guardas prisionais.

Celulares também estavam na unidade (Foto: Depen)

Na operação de hoje (24), os agentes retiraram o restante dos portões e grades da ala velha da cadeia. Uma das duas galerias que passaram por reforma, oferece mais segurança. A chefia da cadeia informou que está em andamento o trâmite para que a outra galeria também passe por melhoria.

Por fim, afirmou que a retirada destes objetos deve impedir novas tentativas de fuga.

Galerias deterioradas com a ação do tempo (Foto: Depen)

ILÍCITOS

Este é um problema recorrente. Desde o início da pandemia as visitas estão suspensas. Mas as famílias podem enviar itens para os detentos via Sedex. Porém, no dia 5 de novembro, o Depen flagrou uma encomenda com papeis de LDS. Além disso, no início do mês, a chefia da cadeia informou duas tentativas de arremesso frustradas por guardas prisionais.

Neste ano, cinco detentos foram executados na cadeia. Conforme informações, a última morte ocorreu em 18 de agosto. Dois dias depois da última morte, uma operação do Gaeco cumpriu mandados de prisão. A ação investigou as execuções dentro da unidade.

NOVA UNIDADE

Uma solução para os recorrentes problemas da unidade prisional, seria a construção de uma nova estrutura. Contudo, a obra que vem pautando discussões e reuniões há anos foi novamente adiada neste ano. Dessa forma, em agosto, o chefe de cadeias públicas da Regional de Guarapuava, Rodrigo Alves Fávaro, afirmou que a nova data será 2022.

Por fim, de acordo com as informações, um impasse jurídico envolvendo o terreno onde a unidade será construída atrasou o projeto.

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