Diretor de empresa esclarece pontos sobre licitação de software na Câmara de Guarapuava

Segundo Silvio Caetano, curso não foi concluído pela resistência de servidores

(Foto: Matheus Buongermino/RSN)

O diretor da empresa Virtualiza Tecnologia da Informação Ltda, com sede em Criciúma (SC), Silvio Caetano, esclarece informações veiculadas pelo Portal RSN a partir de dados repassados pela analista de T.I da Câmara de Vereadores de Guarapuava, Rosana Laschowski. O conteúdo, veiculado na tarde dessa segunda feira (19), trata da licitação realizada pela Câmara para a locação de software de gestão de processos legislativos. Segundo o diretor, no processo licitatório, que transcorreu dentro da normalidade, a Virtualiza Tecnologia da Informação Ltda, detentora do software Legisoft, venceu a concorrência na fase de lances e foi habilitada por ter apresentado toda a documentação exigida, especialmente no que diz respeito a documentação de comprovação de capacidade técnica.

O edital do pregão 17/2018 previa o valor máximo de R$ 50.460,56 ao ano, para a licitação que priorizou o maior preço, e o valor licitado pela Virtualiza é de R$ 12.950, considerado “bem abaixo do mercado” pela analista de T.I da Câmara.

No que diz respeito ao valor do contrato, Silvio Caetano disse que também considera que seja baixo para o porte de soluções que a empresa está disponibilizando. Segundo ele, ainda assim, “é importante frisar que a nossa proposta inicial foi de R$ 38.400,00. Contudo, na fase de lances, o valor baixou consideravelmente, e cada licitante deve ter consciência de seus limites. Cada empresa tem suas estratégias para ampliar mercado, e no caso, visualizamos Guarapuava como um município de referência para fixarmos nossa marca na região, assim, conduzimos nossos lances até um valor que não comprometa a qualidade dos nossos serviços”.

O diretor da Virtualiza observa que a empresa “pode seguramente afirmar, que o município de Guarapuava neste processo licitatório, economizou exatamente R$ 37.510,56 na contratação com a Virtualiza, considerando que o valor máximo previsto era de R$ 50.460,56, e ainda  receberá uma das melhores soluções de informatização do Brasil para gestão dos processos do poder legislativo. Esse é o papel das licitações públicas, buscar a melhor proposta para o ente público”.

Apesar dos valores negociados, Silvio Caetano disse ao Portal RSN que todos os requisitos do edital estão sendo cumpridos e dentro dos prazos estipulados.

“Num edital onde foram exigidos mais de 160 itens e apenas ‘5 ou 6 itens’ não estavam totalmente de acordo, é plenamente normal que alguns deles não sejam prontamente atendidos, uma vez que estamos tratando de um software licenciado, não um produto acabado de produção em série”. A observação do itens que não foram cumpridos foi feita por Rosana, entrevista ao Portal RSN.

Segundo o empresário, exigir que os licitantes apresentem um software 100% idêntico ao descrito no edital limitaria a concorrência.

“É normal que alguns detalhes sejam necessários customizar ou adequar”.

Os “5 ou 6 itens” descritos na matéria, de acordo com o diretor da Virtualiza, estão sendo providenciados, sendo que “ tais itens não prejudicam absolutamente em nada o funcionamento do sistema, nem mesmo a realização dos treinamentos”. A empresa tem até o próximo sábado (24) para cumprir o que foi exigido em edital.

RÉPLICA

No que se refere à declaração da analista de T.I da Câmara de Guarapuava, sobre a não conclusão do treinamento a servidores do legislativo municipal, Silvio Caetano disse que a empresa realizou a implantação do software, parametrizações iniciais, e  que o “treinamento somente não foi concluído por termos enfrentado alguma resistência de poucos servidores, os quais estavam acostumados a usar o software anteriormente instalado na Câmara. Toda mudança de software gera certo desconforto para alguns, isso é plenamente normal e passageiro”.

E continua: “após implantação do software, recebemos aval positivo da Sra. Rosana, a qual considerou satisfatória as funcionalidades do sistema, ciente de que os citados ‘5 ou 6 itens’ seriam providenciados e não haveria prejuízo algum para a Câmara não ter aqueles itens no ato da implantação.

O diretor da empresa vencedora da licitação ressaltou que o cronograma de implantação e treinamento está dentro dos prazos estipulados no Edital e Contrato firmado e a diretoria e presidência da Casa estão cientes de todos os procedimentos.

A EMPRESA

Segundo Silvio Caetano, a Virtualiza tem quase 20 anos de atuação no mercado de soluções digitais, sendo que destes, mais de 15 anos de experiência comprovada em informatização de processos legislativos de câmaras municipais em diversos estados do Brasil, atendendo desde pequenos municípios a cidades com mais de 1 milhão de habitantes.

“Nossas soluções foram planejadas para atender a todas as exigências legais especialmente no que diz respeito a transparência nos processos provendo fácil acesso à informação, tendo como principais vantagens a organização, produtividade e segurança dos dados”.

O diretor diz também que o sistema da empresa permite ao poder legislativo implantar o processo 100% eletrônico, dispensando o uso de papéis, isso devido ao sistema ser preparado para assinar documentos digitalmente nos padrões da ICP Brasil, conferindo autenticidade e segurança jurídica, assim como já ocorre na maioria dos tribunais brasileiros.

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