Semana marca recorde do dólar em R$ 5,84 na quinta (7)

A alta é efeito da redução da Selic, feita pelo Banco Central. Além disso, o atual cenário do país contribui para o aumento do dólar

O atual cenário do país contribui para o aumento do dólar (Foto: Reprodução/AEN)

O dólar fecha semana com queda após recorde nessa quinta (7) ao chegar em R$ 5,84. Nessa sexta (8), o valor chegou em R$ R$ 5,7428. A cotação seguia disparando por conta da crise ocasionada pela chegada do coronavírus. A saída de Sergio Moro do ministério da justiça também agravou a situação do país.

De acordo com o G1, a quinta foi encerrada com a alta de 2,51%, que é o efeito da redução da Selic, feita pelo Banco Central como um corte mais intenso na taxa básica de juros. A Selic é a taxa média ajustada dos financiamentos diários apurados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia para títulos federais. Assim, a redução feita foi de 3,75% para 3%.

Em casas de câmbio como a Cotação Câmbio Change Exchange, o dólar em dinheiro estava R$ 5,98 e o euro R$ 6,47. O valor considera a taxa de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Mas, se a pessoa preferir pagar com o cartão de crédito, é melhor abrir a mão, já que sobe para R$ 6,464 o dólar e R$7,011 euro, sem contar o imposto.

O dólar comercial é usado para exportações e importações pelo banco central e o turístico é aquele que as pessoas compram em casas de câmbio ou pagam no cartão de crédito por compras internacionais.

COMO FUNCIONA?

Segundo o economista João Guilherme Araújo Schimidt, o dólar possui componentes principais na formação de preço que são fatores econômicos e políticos associados ao crescimento da economia, exportação e importação, e saúde financeira de um país.

“Os fatores políticos estão relacionados a evolução da pauta de reformas econômicas no congresso. Dessa maneira, quanto maior a desconfiança do mundo em relação a um país, mais alto o dólar fica”.

A cotação mais alta fechada até essa quarta (6) havia sido registrada na semana passada, com R$ 5,65. Conforme o G1, na parcial da semana e do mês, a alta acumulada é de 4,84%. No ano, o avanço é de 42,23%. Desse modo, o cenário de incertezas para 2020 continua crescendo.

Para Schimidt, a instabilidade na condução da crise causada pela Covid-19 está aumentando a desvalorização da moeda. “Enquanto existir um clima de instabilidade e enfrentamento crescente, a moeda brasileira continuará perdendo valor. Não há perspectivas de mudança a curto prazo nessa situação”.

IMPACTOS DA COVID-19

A Covid-19 está afetando países do mundo todo, devido inciativas do governo federal, o Brasil não seria uma exceção. O impacto é no consumo mundial, e está desabando aos poucos, afetando as exportações e importações nacionais. Schimidt comenta que o Brasil exporta muito para a China mesmo durante a crise. Dessa maneira, se torna notável que o setor agrário é o menos afetado.

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