É preciso agregar a classe média para debater Guarapuava, diz Antenor

Pré-candidato a prefeito pelo PT disse que está aberto para conversar com todos os partidos. Segundo Dr. Antenor, política é feita com diálogos

“É preciso agregar a classe média para debater Guarapuava”, diz Dr. Antenor (Foto: RSN)

Com duas campanhas que o levaram até o topo das pesquisas de intenções de votos, mas que acabaram o deixando no meio do caminho, o médico Antenor Gomes de Lima (PT) volta repaginado. Pré-candidato a prefeito pelo PT em Guarapuava, ele faz uma leitura das campanhas anteriores e defende a congruência de ideias dos setores médios da sociedade guarapuavana.

De acordo com o pré-candidato, circunstâncias próprias da última eleição municipal fez com que a coligação com o então PMDB sentisse os reflexos de decisões nacionais. “Tínhamos uma aliança com o então PMDB, mas a intervenção nacional de Romero Jucá, fez com que perdêssemos companheiros peemedebistas e o tempo de televisão na reta final de campanha. Isso impediu que divulgássemos nosso plano de governo, já que o PT tinha um tempo exíguo”.

Conforme Dr. Antenor, ao mesmo tempo, o PT passava por uma crise, segundo ele, construída por uma estrutura de comunicação existente no país, onde “todos os males do mundo estavam no PT”. Ele cita como exemplo, as ‘fake news’ que se acentuaram na campanha de Bolsonaro. “O anti-petismo que estava enrustido veio à tona e nos tornamos os bandidos da vez. Então, qual o empresário, qual o setor médio da sociedade se sentiria à vontade conosco com essa pecha que nos colocaram”?

Entretanto, é com esse setor da sociedade que Dr. Antenor vai conversar.

Temos que agregar esses segmentos, até porque vivemos um momento que é crucial para o Estado e para a nação brasileira que é pós-pandemia. O empobrecimento já vinha se acentuando. Houve uma destruição completa da base produtiva nacional pela Lava Jato, pelo Bolsonaro e pelo Temer que perseguiram empresas nacionais por conta de financiamentos de campanha. Financiar até o PT chegar ao poder era legal. Depois passou a ser crime.

De acordo com Antenor, a partir dessa ‘perseguição’ todas as empreiteiras envolvidas quebraram. Ele lembra que na Alemanha nazista, no Tribunal de Nuremberg, os diretores criminosos foram punidos, mas as empresas, grandes multinacionais foram mantidas porque geravam empregos.

PÓS-PANDEMIA É O DESAFIO

Porém, ele continua e diz que a situação no país é reversa. “Quando acabar o auxílio de R$ 600 que vem sendo liberado pelo Governo Federal, vai aumentar muito a criminalidade, os moradores de rua, a fome, a miséria. A nossa serra se chama Serra da Esperança e o povo guarapuavano, por concepção, é filho, neto, bisneto de caboclo. Portanto, somos acolhedores, e cuidamos uns dos outros”.

De acordo com Antenor, em Guarapuava, muitos setores médios fazem o papel do terceiro setor.

E sei que irão para a periferia ajudar quem precisa. E são eles que vamos convocar para que participem da discussão sobre o município. Até porque sou oriundo dessa classe. Meus amigos são engenheiros, médicos, advogados, professores e outros profissionais liberais cujo relacionamento vem desde quando estudávamos no Carneiro Martins. É claro que tenho também os movimentos populares que me agradam muito. Então, tenho que agregar essa gente para debater o que queremos para Guarapuava.

Conforme o pré-candidato a prefeito, a cidade é para isso. Para agregar a cultura, o lazer, o esporte, a saúde, a educação, o cooperativismo e todos os demais setores produtivos. “Entendo que a cidade é o espaço de convívio social. Por que se não for assim não terá sentido eu ser prefeito, já que sou pré-candidato a esse cargo. Não sou patrimonialista, não quero uma foto na parede. Não é isso que busco. Sei que difícil não ter vaidade na política, mas eu não a tenho”.

“NÃO CONSIGO NADA SOZINHO”

Antenor também defende a criação de um Conselho de Desenvolvimento Econômico de Guarapuava envolvendo os vários segmentos produtivos, com a congruência de ideias.

“Não podemos pensar o desenvolvimento de forma setorizada. Temos que ir ao encontro de todos os segmentos para juntos pensarmos como Guarapuava poderá ser melhor. Precisamos deixar de ser exportador primário e agregar valor, por exemplo. Esse é um debate que só o Antenor, não vai conseguir. Eu sou médico e é disso que entendo. Mas para os outros setores precisamos envolver a sociedade, precisamos abrir a administração pública, com transparência, com incubadoras. E para isso precisamos de tecnologia. Eu não vou promover nenhuma ruptura, não vim para destruir. Eu amo esta cidade, foi aqui que nasci, é aqui que vivo”.

COLIGAÇÃO

Aberto para conversar com todos os segmentos da sociedade guarapuavana, Dr. Antenor disse que essa abertura também se dá com partidos políticos.

A política não é uma guerra. Ela se faz a partir de diálogos. E eu não me furto de conversar com quem quer que seja, desde o catador de papel até o maior empresário. Então, se eu descartar este ou aquele partido, não vou a lugar nenhum. E ao contrário do que pensam, nosso ex-presidente Thales Falleiros se desdobrava em conversar com todos os partidos, mas chegava no final o problema éramos nós. Não sei qual o medo que havia.

Todavia, as conversas seguem estreitas com o MDB, PCdoB, PSol. De acordo com Dr. Antenor, a política tem todo um trabalho de marketing que nem sempre é de construir a cidadania.

“Assim, não podemos desprezar quem votou no Bolsonaro. Converso com qualquer bolsominion de Guarapuava. Porque não vai ser destruindo através do ódio que vou chegar a um lugar. Já falei num embate que quero andar pelas ruas de Guarapuava de cabeça erguida, quero sair da campanha sem ter magoado alguém. Tenho muitas críticas, por exemplo, ao prefeito [Cesar Filho] e à família dele na questão política, mas nunca o tratei mal, nunca falei mal dele em entrevista ou onde quer que seja. Jamais farei isso”.

MELHOR CHAPA DA HISTÓRIA

Com a intenção de sair com chapa completa de vereadores, o PT, segundo o Dr. Antenor, terá a melhor chapa da história da Guarapuava. “Nossa chapa é muito forte, muito abrangente e muito representativa. “A luta, o histórico de cada candidato é uma escola de política. Cada um tem a sua história de luta”.

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