Em 2020, Guarapuava aumentou a área de plantio da cevada em 11%

Já no Paraná, a safra de grãos 2019/20 se encaminha para o final com a colheita da segunda safra e dos cereais de inverno

Além disso, no Paraná, a safra de grãos se encaminha para o final com a colheita da segunda safra e dos cereais de inverno (Foto: Reprodução/Pixabay)

A cultura da cevada está em campo, e o desenvolvimento vegetativo é considerado bom. Foram plantados em  2020, cerca de 62,7 mil hectares, repetindo a área ocupada no ano passado. A produção esperada é de 288 mil toneladas, volume 13% acima da safra anterior. De acordo com o engenheiro agrônomo do Departamento de Economia Rural, Rogério Nogueira, a Região de Guarapuava aumentou a área de plantio em 11% e já vendeu 50% da produção para uma indústria de malte local.

Já no Paraná, a safra de grãos 2019/20 se encaminha para o final com a colheita da segunda safra e dos cereais de inverno. Assim, a expectativa de produção aponta para um volume total de 41,01 milhões de grãos que serão colhidos no Estado, que representa um acréscimo de 5 milhões de toneladas em relação à safra anterior (18/19), que somou 36 milhões de toneladas de grãos.

O resultado final da safra 19/20 no Estado foi alavancado pelo desempenho das lavouras de soja e feijão na primeira safra, da segunda safra de milho e das culturas de inverno que ainda estão a campo, com bom desenvolvimento.

AUMENTO DA PRODUTIVIDADE

(Foto: Reprodução/AEN)

Além disso, esse aumento de produtividade surpreendeu os analistas do Deral. Houve perdas nas culturas da segunda safra, mas elas foram compensadas ao produtor com o aumento nos preços dos produtos.

Para o secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, mesmo passando por períodos de estiagem prolongada, jamais vista no Estado em muitos anos, o resultado da safra de grãos no Paraná é considerado surpreendente, tanto em volume como em valor de venda.

Para o diretor do Deral, Salatiel Turra, a safra 2019/20 transcorreu bem, apesar de algumas intempéries climáticas provocadas pela estiagem e altas temperaturas. “Se algumas culturas tiveram prejuízos e reduções de produção, como no caso do feijão das secas e milho da segunda safra, outras se sobressaíram, como foi o caso da soja que alcançou recorde de produção”.

Turra chama a atenção para os retornos econômicos bastante interessantes ao produtor com a atual safra, como no caso da soja.

TRIGO

A cultura do trigo foi uma das que mais surpreendeu positivamente este ano, com potencial para revelar uma produção excepcional, em muitos anos. O Paraná deverá produzir 3,7 milhões de toneladas, que corresponde a 1,6 milhão de toneladas de trigo a mais que está sendo colhido no Estado. No ano passado, foram colhidas 2,14 milhões de toneladas do grão.

Segundo o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Hugo Godinho, o trigo, como cultura de inverno, é muito vulnerável aos riscos do clima. Porém, este ano as geadas não foram fortes neste mês de julho, e a cultura está se desenvolvendo de forma bastante satisfatória.

Os produtores já venderam em torno de 15% da produção estimada, o que é outra raridade para um mês de julho, frisou Godinho. O máximo de venda antecipada de trigo que já ocorreu em julho foi de 10%.

O atrativo são os bons preços do trigo, em torno de R$ 60,00 a saca com 60 quilos.

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