Funcionalismo público entra em greve por tempo indeterminado, em Guarapuava

Categoria reivindica reposição de 4,94%. Prefeitura está no limite prudencial

Funcionalismo público em greve (Foto: Sisppmug)

Servidores municipais de Guarapuava, quadro geral e saúde, começam a semana em greve e por tempo indeterminado. A categoria reivindica a reposição inflacionária de 4,94%. De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos e Profissionais de Guarapuava (Sisppmug), apenas estão fora da paralisação os profissionais do magistério, com exceção das serventes, porque já receberam a reposição equivalente ao piso nacional da categoria.

“Já estamos em greve desde a sexta (14) e só vamos voltar quando a administração municipal conceder a reposição”, disse a presidente do Sisppmug, Cristiane Wainer ao Portal RSN nas primeiras horas da manhã desta segunda (17). “Os funcionários estão chegando”.

Segundo Cristiane, desde maio a entidade busca negociar com a Prefeitura. “Tivemos apenas uma conversa no dia 24 de maio quando o prefeito [Cesar Filho] disse que não concederia a reposição. Depois fizemos assembleia no dia 27 e a categoria deliberou sobre a greve. Tentamos nova conversa com a administração que marcou e desmarcou uma reunião. Na última sexta (14) fomos para a Prefeitura, mas não tinha ninguém que nos recebesse para nova conversa”.

LIMITE PRUDENCIAL

Em nota oficial divulgada no dia 24 de maio, logo após a conversa com o Sisppmug, o prefeito de Guarapuava, Cesar Silvestri Filho (Cidadania)  disse que não será possível conceder reajuste a servidores, cargos comissionados e secretários municipais. Entretanto, assumiu o compromisso de que tão logo a situação financeira do município se normalize o reajuste será concedido.

De acordo com o prefeito, a administração está no limite prudencial, tendo inclusive, recebido sinal de alerta do Tribunal de Contas do Paraná, para o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LFR), o que impede a contratação de novas despesas com salários. A situação chegou a esse ponto, segundo o prefeito, pelos investimentos feitos nas áreas de educação e saúde.

“Entrega de 10 novas creches, implantação de novos programas, reforma e construção de novas unidades de saúde, contratação de centenas de funcionários, incluindo 314 professores, 21 médicos, 16 cirurgiões dentistas, 68 técnicos em enfermagem, entre outros”.

A nota ressaltou ainda que “considerando que a administração é radicalmente contra o aumento de impostos a administração municipal comunica que não será possível conceder o reajuste dos demais servidor.

EM PINHÃO

Por razão semelhante o prefeito de Pinhão, Odir Gotardo (PT) enfrentou greve do funcionalismo público. Porém, após rodada de negociação com a Comissão de Greve, os funcionários deram uma trégua até que a situação financeira do município se normalize.

 

 

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