Guarapuava deve ter cobertura de quase 91% na rede de esgoto até 2021

Dados referentes às obras de ampliação da rede coletora e tratamento de água e esgoto na cidade foram apresentados nessa sexta pela Sanepar

Guarapuava deve ter cobertura de quase 91% na rede de esgoto até 2021 (Foto: Secom/Prefeitura de Guarapuava)

Até 2021, Guarapuava deve atingir o índice de cobertura de esgoto de 90,97%. Os dados referentes às obras de ampliação da rede coletora e tratamento de água e esgoto na cidade, foram repassados nessa sexta (29).

Participaram da reunião o prefeito Cesar Silvestri Filho, a equipe de secretários municipais e o Diretor-Presidente da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Cláudio Stabile, e a gerência regional da empresa. A expectativa era alcançar esse patamar apenas em 2030.

Conforme Cesar Filho, a cobertura que deve ser atingida em 2021 representa um enorme avanço na qualidade de vida dos moradores.

O município se destaca por ter saído de uma cobertura de cerca de 60%, em 2012, para atender mais de 90% da população no ano que vem. Vamos conseguir antecipar a meta em nove anos também graças às obras contratadas pelo município, demonstrando o compromisso com a saúde dos guarapuavanos. Com investimentos em saneamento básico, economizamos no tratamento de doenças provenientes da falta de coleta de esgoto e garantimos o abastecimento de água para a presente e as futuras gerações.

DESTAQUE NACIONAL

Atualmente, a Sanepar faz a ampliação em mais de 14 quilômetros da rede de esgoto no Jardim Patrícia e Vila Colibri, beneficiando 753 famílias. Na sequência, estão previstas obras nos bairros Santa Cruz, Jardim Érica Iansen, Paz e Bem, Jardins Califórnia e das Américas.

E ainda, CAIC e Vila Bela, totalizando mais de 24 quilômetros e 1.394 novas ligações. Também faz parte do planejamento a implantação de cerca de 40 quilômetros de rede de esgoto no Distrito da Palmeirinha, beneficiando mais de 500 famílias.

(Foto: Secom/Prefeitura de Guarapuava)

ATÉ 2024

Até 2024, os investimentos da empresa no município devem ultrapassar RS 145 milhões, somando-se as obras em execução e as previstas de captação, tratamento e armazenamento de água, e ampliação da coleta e tratamento de esgoto.

De acordo com a deputada estadual Cristina Silvestri, Guarapuava se consolida como exemplo de gestão de recursos e investimentos na área de saneamento. “É uma satisfação saber que as obras estão chegando até a população que mais precisa na cidade e nos distritos. Isso é reflexo do planejamento estratégico e da prioridade dada à saúde e ao bem-estar de todos”.

Neste momento, estão em andamento e merecem destaque a obra de captação superficial com implantação do módulo de tratamento com capacidade de 300 l/s. Além disso, conforme o diretor-presidente da Sanepar, Cláudio Stabile, outras melhorias no sistema de tratamento, vão permitir dobrar o volume fornecido de 300 para 600 l/s.

“Nossa missão é levar saúde preventiva com água potável, coleta e tratamento de esgoto. Aqui em Guarapuava, a gestão municipal tem essa sensibilidade de fazer obras que, por estarem no subsolo ganham menos destaque aos olhos das pessoas. Mas são fundamentais, pois levam saúde e desenvolvimento, demonstrando o cuidado com a população”.

(Foto: Secom/Prefeitura de Guarapuava)

ESTIAGEM

Conforme avaliação da Sanepar, apesar do período de estiagem que o estado do Paraná vem atravessando, afetando o abastecimento da maioria dos municípios, Guarapuava está em uma situação menos preocupante. Isso porque o manancial do Rio das Pedras, responsável pelo abastecimento a cidade, não sinalizou até o momento, baixa do nível.

Por outro lado, de acordo com Cesar Filho, o município se antecipou com obras para ampliação da produção, tratamento e reserva de água, mantendo o fornecimento, mesmo com o aumento de consumo.

Outros municípios vem enfrentando o rodízio no fornecimento de água, inclusive na Região metropolitana da capital. Nós, com as obras realizadas até o momento, estamos em uma situação um pouco mais confortável. Mesmo assim, ainda vamos ampliar muito nossa capacidade de captar e armazenar água, dando mais segurança para as próximas décadas. Uma medida essencial para o crescimento organizado e sustentável da cidade.

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