Investigação sobre morte de Tatiane terá novas audiências em Curitiba nesta sexta (25)

Nove testemunhas serão ouvidas às 14h, no Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher

O caso que investiga a morte da advogada guarapuavana Tatiane Spitzner, ocorrido há pouco mais de seis meses, no centro da cidade, terá novas audiências nesta sexta feira (25). Desta vez, as testemunhas serão ouvidas na capital do Estado, às 14h, no 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Curitiba.

(Foto: Reprodução/Facebook)

Amanhã, nove pessoas devem falar à juíza Letícia Pacheco Lustosa. Na lista de depoentes estão inclusos peritos, médicos legistas, amigos do réu e o irmão de Luís Felipe, André Santos Manvailer.

A coleta de depoimentos na capital ocorre há pouco mais de um mês das audiências sediadas em Guarapuava, onde foram ouvidas testemunhas-chaves para o caso como o pai e a irmã de Tatiane, Jorge e Luana Spitzner, além do delegado Bruno Miranda, que comandou as investigações do inquérito e o então chefe administrativo do Instituto Médico Legal (IML) de Guarapuava, Obadias de Souza de Lima Júnior. Amigos da família também falaram. Havia uma expectativa para o depoimento de Luís Felipe Manvailer, réu no processo acusado pelo feminicídio de sua então esposa, mas o biólogo não falou.

O CASO

Luís Felipe Manvailer está preso na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG) há seis meses e três dias. Semanas após a morte de Tatiane, ele foi denunciado pelos crimes de homicídio qualificado, fraude processual, cárcere privado e por causar intenso sofrimento físico e psíquico na vítima.

Imagens divulgadas pelo Ministério Público (MP), mostraram que Manvailer agrediu Tatiane progressivamente, por cerca de 20 minutos, na noite de sua morte. Após discussões dentro do apartamento, imagens do circuito externo do prédio mostraram Tatiane caindo da sacada do quarto andar. O ex-marido recolheu o corpo da vítima, trancou a advogada no apartamento, trocou de roupa, limpou as marcas de sangue no elevador e fugiu com o carro do casal. Ele foi preso pela Polícia Civil no mesmo dia, em São Miguel do Iguaçu, região Oeste do Estado.

À polícia, Manvailer declarou que Tatiane teria se jogado da sacada. Durante as investigações, exames do Instituto Médico Legal (IML), no entanto, apontaram que a advogada morreu por asfixia mecânica, antes de sofrer a queda. A expectativa para a audiência é se haverá mudança no discurso do réu frente as novas provas do caso.

De acordo com os advogados, tanto de defesa quanto os auxiliares de acusação, tudo já está preparado para a audiência desta semana.

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