Irati registra alta de 400% na média móvel de novos casos de covid-19

Há a hipótese de restringir atividades novamente na cidade. Em Guarapuava, há rumores de que algumas atividades também podem ser paralisadas

Em Guarapuava, a média móvel também avançou (Foto: Arquivo/RSN)

O avanço da covid-19 e o aumento significativo no número de novos casos não está afetando apenas Guarapuava. A Secretaria de Saúde de Irati divulgou no fim da tarde dessa terça (3) um aumento de 66 casos em apenas sete dias. A média móvel de novos casos diários que era de 2,4 saltou para 9,4, o que representa um aumento de 400%.

Ainda de acordo com as informações, as enfermeiras da Vigilância Epidemiológica Jéssica Cristina Mattos e Denise Homiak Fernandes, e a Secretária Municipal de Saúde, Jussara Aparecida Kubinski Hassen, fizeram novo comunicado. E há a hipótese de retorno de medidas mais rígidas. Dessa maneira, a Secretária de Saúde de Irati, explicou que a equipe está empenhada desde março no combate à doença.

Somos uma equipe de mais de 20 profissionais. Muitos em sistema 24 horas, monitorando, fazendo testes, trabalhando no PA. Além da Unidade Joaquim Zarpellon e em várias outras frentes. Por isso, precisamos que a população compreenda que a covid-19 não acabou.

Conforme a Saúde, desde o início da pandemia no Estado, a prefeitura de Irati implantou medidas de isolamento severas. Mesmo assim, o primeiro caso ocorreu em 5 de maio. Depois disso, com o avanço da doença no município, a Saúde endureceu as medidas chegando a decretar lockdown aos fins de semana e feriados no dia 7 de julho.

EM GUARAPUAVA

Em Guarapuava, há rumores de que um novo decreto municipal pode restringir novamente algumas atividades. Porém ainda não houve confirmação da administração municipal. Assim, durante o mês de outubro, o município registrou a alta de 199% no número de casos confirmados em relação ao mês anterior, que teve 155 casos em 30 dias.

Por fim, a Secretaria de Saúde de Guarapuava informou que “neste momento o cenário de maior número de notificações de casos positivos é uma situação análoga as demais cidades da região sul do Brasil. As projeções indicavam que teríamos um pico crescente no mês de agosto, fato que somente se configurou no mês de outubro.

A taxa média de ocupação dos leitos de UTI no Hospital Regional manteve-se em 35% da capacidade e a taxa média de ocupação de leitos de enfermaria manteve-se em 20%, o que permite ao nosso sistema hospitalar não entrar em situação de colapso e manter plenas condições de atender as demandas da Região.

Toda a estrutura da Secretaria de Saúde esta mantida no sentido de reforçar as ações de vigilância, monitoramento, atendimento primário e nas urgências, bem como, transporte e garantia de acesso ao tratamento hospitalar.

Apesar do aumento de casos e consequente sobrecarga de demandas, principalmente relacionadas ao monitoramento dos casos positivos, podemos tranquilizar a população que as medidas de enfrentamento da pandemia foram reforçadas e são rediscutidas diariamente, conforme se apresenta o perfil epidemiológico da cidade.

A Secretaria de Saúde disponibiliza o acesso e divulga todos os dados de forma transparente, bem como, através de previsões estatísticas e tratamento dos dados epidemiológicos, discute com a gestão municipal o direcionamento das medidas sanitárias e de contingenciamento que podem ser adotadas a qualquer período, visando à proteção de toda a nossa população”.

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