Jogador Fabrício Becher, de Prudentópolis relata a situação da Itália

Fabrício Becher Urio mora na Itália há 13 anos. O atleta conta como o esporte saiu da rotina dele e dos mais de 60 milhões de italianos

Jogador Fabrício Becher, de Prudentópolis relata a situação da Itália (Foto: Arquivo pessoal/Fabrício Becher Urio)

*Reportagem com vídeo

Fabrício Becher Urio é de Prudentópolis, mas mora na Itália há 13 anos. Lá, trabalha como jogador de futsal em um dos times mais tradicionais do país. O esporte, porém, saiu (sem previsão de volta) da rotina dele.

O coronavírus mudou o dia a dia dos mais de 60 milhões de italianos que, hoje, choram as mortes de milhares de compatriotas pela pandemia do novo coronavírus. Nessa quarta (25), ele gravou um depoimento relatando a situação da pandemia na Itália que hoje, é o primeiro país com o maior número de mortos em decorrência da Covid-19.

De acordo com último boletim da Organização Mundial da Saúde (OMS), são 74.386 casos confirmados e 7.503 mortos na Itália. Bechinho, como é conhecido, pede que as lideranças brasileiras adotem medidas urgentes para que o cenário italiano não se repita no Brasil. O controle nas ruas, segundo o atleta, é restrito.

A polícia para, quer saber o que você está fazendo. Para você sair é necessário uma autorização do Governo. Se não houver uma justificativa séria, ou se você estiver caminhado à toa poderá receber uma multa ou até mesmo ser preso.

O Governo Italiano prevê que no próximo dia 4 de abril as lojas poderão voltar a abrir as portas, entretanto de forma gradual, por setores da economia. O jogador afirma que está há 20 dias sem poder sair de casa. Lá, os únicos lugares abertos são as farmácias, mercados e hospitais.

MEDIDAS PREVENTIVAS

Fabrício relata a situação caótica dos hospitais italianos, o número gigantesco de pacientes e de mortos por conta da doença. “Atualmente, o Governo está construindo hospitais de campanha para conseguir, ou pelo menos tentar controlar a pandemia na Itália”.

Profissionais de Saúde em hospital no Norte da Itália (Foto: Reprodução/Agência Brasil)

Becher conta que a situação é tão grave no país, que os profissionais da Saúde escolhem que vão salvar ou deixar padecer. “Não tem mais o que fazer, o cenário é crítico. Chega a doer o coração em ver famílias que não podem nem mesmo cremar os corpos dos seus entes”.

Por fim, Fabrício Urio relata que os italianos subestimaram a doença. Segundo ele, há quem pense que a Covid-19 só acomete pessoas com mais de 60 anos. Porém, de acordo com jogador, o novo coronavírus já infectou mais de mil jovens de 20 à 30 anos.

Assim, ele pede aos compatriotas brasileiros de todas as idades que se atentem aos cuidados simples de prevenção contra o novo coronavírus.

DEPOIMENTO

(*Com informações do Portal Nossa Gente)

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