Julgamento de Luis Felipe Manvailer é novamente adiado

De acordo com as informações a mudança de data ocorreu depois de uma solicitação da defesa do réu preso, que alega incompatibilidade de datas

Manvailer durante entrevista à Rede Record (Foto: Reprodução/Domingo Espetacular)

A Justiça remarcou na última sexta (4) o júri popular de Luis Felipe Manvailer, acusado de matar a advogada Tatiane Spitzner, para 10 de fevereiro de 2021, às 9h. A remarcação ocorreu após pedido da defesa do réu preso justificada por incompatibilidade de datas.

A defesa do réu preso até o momento não se pronunciou sobre o adiamento desde quando a primeira data foi fixada em 25 de janeiro, e preferiu não se pronunciar sobre a nova data. Na ocasião, a defesa da família Spitzner informou que também não queria se pronunciar sobre a nova data, “temos apenas que aguardar” afirmaram.

O julgamento foi adiado depois que um dos advogados de defesa do réu preso atestou positivo para a covid-19. Um dia antes do início do júri, houve a notícia do adiamento. Desse modo, os advogados da Família Spitzner afirmaram que “a família de Tatiane estava preparada para que o júri acontecesse agora, confiante no resultado condenatório, mas a situação de contaminação por covid-19 por um dos integrantes é imprevisível e tem que ser tratada com a maior cautela possível”.

Procurados pela reportagem no dia do adiamento, a defesa do réu afirmou “não estar sabendo” do fato. Porém, o Portal RSN teve acesso ao documento de solicitação dos profissionais.

Confira o documento aqui.

OS BASTIDORES DO JÚRI

Quando faltavam apenas dois dias para o julgamento de Luis Felipe Manvailer, acusado de matar, a então esposa Tatiane Spiztner, o embate entre as defesas pautou discussões nas redes sociais. Neo dia 1º de dezembro, uma entrevista exclusiva previamente agendada com o Portal RSN, pelos os advogados de defesa de Manvailer, foi cancelada de última hora. De acordo com os advogados, “na única oportunidade que ele tem de se autodefender” o texto sobre a entrevista do réu à Roberto Cabrini, publicado no Portal RSN foi tendencioso.

O Portal RSN reitera que atua, desde o início do caso, apenas com fatos e afirmações de ambos os lados. Dando o mesmo espaço para manifestações da defesa tanto de Luis Felipe, quanto da Família Spitzner.

FATOS

Na semana passada, a defesa do réu informou que advogadas que defendem os direitos da mulher em diversos estados brasileiros se apresentaram para defender Manvailer. Procurado pelo Portal RSN, o advogado da família de Tatiane, afirmou na ocasião que “não conhece nenhuma mulher que o defenda. Mas até Hitler teve apoiadores, muito mais do que este réu preso”.

Além disso, durante o fim de semana, a defesa de Manvailer divulgou uma perícia feita pelo Instituto de Criminalística do Paraná a partir da extração de dados do notebook de Tatiane. De acordo com o texto ela mantinha pensamentos suicidas frequentes e passava, aparentemente, por quadro agudo de depressão.

Pelas mensagens divulgadas pela defesa de Manvailer, no período em que morou na Alemanha, junto com o marido em 2014, Tatiane por diversas vezes revelou ao marido o desejo de “acabar com a própria vida”. Por isso, a defesa de Luis Felipe afirma que “contrariando amigos e familiares de Tatiane Spitzner, que afirmaram ao longo do processo, que a jovem sempre teve uma saúde mental em ordem, os laudos mostram uma mulher triste, angustiada, recorrendo ao marido para suportar o peso da doença, e ele a ampara”.

Em contrapartida, a família de Tatiane divulgou, no fim da noite do dia 30 de novembro, conversas de celular entre os dois, onde Tatiane reclama do comportamento de Manvailer. As conversas divulgadas pela família Spitzner são entre os anos de 2014 e 2016. Em uma das imagens publicadas, Tatiane diz “antes de assinarmos o contrato do novo apartamento, é melhor decidirmos se vamos continuamos juntos”.

Em novembro, o réu falou pela primeira vez, em rede nacional, sobre o caso.

JÚRI

No dia 17 de maio de 2019, a Justiça determinou que o réu ia a júri popular. Em 20 de julho de 2020, a Justiça novamente se manifestou. Desta vez, pediu o agendamento do júri. Por fim em 14 de setembro de 2020 a data ficou definida. Entretanto, devido ao resultado positivo para covid-19 de um dos advogados, o júri foi adiado.

O caso, que teve repercussão internacional, movimentou a opinião pública e ganhou notoriedade em todos os setores da sociedade pode ser um dos maiores júris da década no Brasil. Isso porque o processo é complexo, e o inquérito e a instrução conflitam.

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