Justiça ainda não decidiu se transferirá Manvailer para Pinhais

Em pedido apresentado há uma semana, defesa alegou que o réu precisa de atendimento psiquiátrico e psicológico urgente

A juíza da 2ª Vara Criminal, Paola Mancini, responsável pelo caso da morte de Tatiane Spitzner, ocorrida em 22 de julho, em Guarapuava, ainda não se manifestou se aceitará ou não o pedido de transferência de Luís Felipe Manvailer. O então marido da advogada Tatiane é acusado do feminicídio e está preso na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG) há 24 dias. Tatiane morreu após sofrer uma queda da sacada do 4º andar do seu prédio, na região central de Guarapuava.

(Foto: Divulgação)

A defesa de Manvailer solicitou a transferência do réu ao Complexo Médico-Penal (CMP), em Pinhais, no início deste mês, alegando que o professor universitário precisa de atendimento psiquiátrico e psicológico urgente e que teria tentado suicídio na penitenciária. Após a manifestação, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) solicitou a avaliação psiquiátrica e psicológica do réu na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG). Em ofício, enviado em caráter de urgência, o MP pediu o atendimento ao secretário de saúde de Guarapuava, Celso Góes, por profissionais do município.

No laudo da avaliação realizada, o médico evidenciou que Manvailer diz ‘achar’ que Tatiane pulou da sacada. O réu disse, ainda, não se lembrar do que aconteceu no dia em que a guarapuavana morreu. Ele não explicou porque decidiu fugir para o Paraguai, mas alegou ter esperança em recomeçar a vida em outro país.

Sobre a tentativa de suicídio, o médico identificou uma pequena marca no pescoço de Luís Felipe, feita com uma lâmina de barbear. Para o médico, no entanto, o ferimento não representa risco, principalmente “para alguém formado em biologia e que deve saber como se lesionar de forma fatal”. O ferimento foi um dos motivos que a defesa utilizou para embasar o pedido de transferência de Luís Felipe.

Durante os mais de 20 dias em que Manvailer está preso, a defesa já havia solicitado um primeiro pedido de transferência do professor para Pinhais, quando o inquérito sofre a morte de Tatiane ainda estava em andamento. Na época, o pedido foi negado e, por isso, Manvailer permanece no terceiro planalto.

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