Médico de Guarapuava explica como funcionam os testes para a covid-19

Conforme o médico Eduardo Borges, diretor-clínico do Hospital São Vicente, em Guarapuava, há três metodologias que podem ser aplicadas

Médico de Guarapuava explica como funcionam os testes para a covid-19  (REUTERS / Lindsey Wasson)

Estou espirrando, tossindo. Devo fazer o teste pra ver se estou com coronavírus? Esta pergunta tem sido recorrente durante a pandemia provocada pelo novo coronavírus.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Celso Goes, a iniciativa correta é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. Assim, as medidas necessárias serão tomadas, entre estas o teste rápido. “Ou então ligar no call center e fazer uma consulta on-line”.

Assim, para esclarecer como funcionam os testes, o Portal RSN buscou informações com o médico Eduardo de Franco Borges, diretor clínico do Hospital São Vicente em Guarapuava.

Conforme ele, para detectar a presença do vírus, há três métodos que podem ser aplicados. Assim, um deles, é o método RT-PCR, para o qual é coletado material nasal (swab) para detecção do RNA, ou seja, o material genético do vírus.

De acordo com Eduardo, há os testes sanguíneos para detecção de anticorpos e aquele com coleta de material nasal para detecção de antígenos do vírus. Entretanto, a diferença entre um e outro, além do método, está no momento da coleta do material.

“A princípio, o RT-PCR pode diagnosticar precocemente a doença, porque já aponta a presença do vírus nos primeiros dias dos sintomas. Já os testes para detecção de anticorpos são indicados para os pacientes com mais dias de sintomas da doença, preferencialmente após sete dias de iniciados. Existem ainda testes rápidos para detecção do antígeno, também por coleta de swab nasal, que podem identificar a presença do vírus a partir do quinto dia de sintomas, porém são menos sensíveis que o RT-PCR “.

PCR É O MAIS PRECISO

Entretanto, o teste molecular, RT-PCR, é considerado o mais preciso e é o indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como principal exame para diagnóstico. “Esse é o exame feito pelo Lacen e no qual a Secretaria de Estado da Saúde se baseia”.

Segundo o médico, há que se observar a necessidade de acompanhamento médico para um diagnóstico correto, pois os exames devem ser indicados conforme o período de desenvolvimento da doença, para que possa ser minimizada a possibilidade de resultados falso negativos tanto no RT-PCR quanto nos testes rápidos. Ele diz ainda que a interpretação dos resultados pelo médico é fundamental para o correto diagnóstico e que deve-se lembrar que o diagnóstico não é feito apenas baseado nos exames específicos, mas também na história epidemiológica, na clínica e no exame físico do paciente.

Embora os testes estejam sendo reservados apenas para pacientes que apresentam sintomas gripais, o ideal seria testar o máximo possível da população, porém não há testes disponíveis em grande quantidade. Assim, caso isso fosse possível poderíamos ter uma noção mais precisa da evolução desta doença entre nós.

Porém, como observa o secretário municipal de Saúde, Celso Goes, há casos assintomáticos ou com sintomas leves que não chegam a ser diagnosticados. Portanto, segundo ele, essa condição representa um risco já que pacientes podem estar transmitindo o coronavírus sem saber disso.

Assim, mais do que nunca, ele volta a insistir na necessidade de se  manter o isolamento social, o distanciamento de dois metros entre cada pessoa, e os protocolos de higiene. E vale lembrar: uma lei estadual impõe o uso de mascaras para quem sair de casa, sobe pena de multa.

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