“Meu irmão foi covarde por não chamar a polícia. Mas matar, jamais”

Afirmação foi feita por uma irmã do vendedor autônomo envolvido na morte de uma 'garota de programa', de 13 anos, em Guarapuava

“Meu irmão foi covarde por não chamar a polícia. Mas matar, jamais”, diz irmã do suspeito (Foto: Polícia Civil)

Familiares do vendedor ambulante que está envolvido na morte de uma adolescente, de 13 anos, estão chocados com o que ocorreu. Em contato com o Portal RSN, uma irmã do suspeito, E.L, disse que o irmão “foi covarde” em não chamar a polícia no momento em que viu que a ‘garota de programa’ estava morta. “Meu irmão foi covarde, errou, mas estuprar e matar, isso jamais ele faria”.

O vendedor autônomo se entregou à polícia na quinta (23), acompanhado pelo advogado Raphael Virmond. Ele está envolvido na morte, que no inquérito policial, está sendo tratado como feminicídio, segundo a defesa do envolvido. Trata-se da morte de Katiele, de 13 anos, ocorrida no dia 7 de março deste ano. A adolescente trabalhava no bar da “Melzinha”, no Jardim das Américas.

De acordo com a irmã do vendedor autônomo, ele contou à família que um dia antes da morte da menina, foi até um bar com um amigo. “Eles tomaram uns litrão e lá encontraram um tal de D. [nome ocultado pelo Portal RSN). Meu irmão disse que pediu para carregar o celular e em conversa com a Mel, ela pediu o número do meu irmão. Ele desbloqueou e ela mesmo anotou”.

Porém, continua E. L, no dia seguinte tocou o celular e ele atendeu. Era um chamado para irem a um churrasco. “Eles foram, beberam e então o D. sugeriu para irem à casa do meu irmão. Disse para comprarem mais uns gole que estava bom pra eles curtirem”.

Após terem comprado as bebidas, chegaram na casa e beberam. “Meu irmão foi pra o quarto conversar com uma amiga, a T. que estava na MUV. De repente o D. chega no quarto zoando porque a Katiele tinha tomado dois copos de uísque com energético. Estava ela e outra guria que trabalha no mesmo bar”.

“MENINA AMANHECEU MORTA”

Assim, segundo relato da E.L, tempos depois a adolescente entrou na quarto onde o irmão de E.L conversava por telefone com a amiga.

Ela tirou a roupa e tiveram momentos de intimidade. Em seguida, meu irmão vai ao banheiro. Ela continua deitada. Meu irmão dorme. No dia seguinte, por volta das 7h toca o telefone dele. Ele olha e desliga. Por volta das 9h, o telefone toca novamente. Ele atende e então mexe no braço dela, que não se mexe. Então ele coloca a mão nela e percebe que a adolescente está fria. Desesperado, levanta e vai até o outro quarto chamar o outro casal. De volta, meu irmão disse que virou a moça, fez massagem e pediu pra ligarem para o Samu e a polícia.

Entretanto, segundo E.L o outro casal não deixou e disse que seria melhor chamar a dona do bar. “Quando ela [Mel] chegou, disse que não poderiam chamar a polícia porque a menina era menor e que tinham que sumir com o corpo”.

Meu irmão foi covarde por não ter chamado a polícia. Mas isso que estou te falando aqui é o que vai ser falado em depoimento porque a verdade é uma só.  Sei que meu irmão cometeu erros. Mas estuprar e matar jamais. Nossa família está chocada.

De acordo com E.L após ter ocorrido a ocultação do cadáver, o irmão começou a conviver com ameaças, chantagens e extorsão.

“Meu irmão perdeu um Gol, aparelho de TV e queriam o Fusion dele. Cansado ele saiu de Guarapuava e voltou para se entregar. Agora estamos aguardando o resultado dos exames pra saber qual foi a causa da  morte. Mas temos fé em Deus que a verdade vai aparecer e mostrar que meu irmão não matou ninguém”.

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