Michele, Antoniete, Gregory e uma história de amor incondicional

Elas deram a volta por cima do preconceito, lutaram para ter um filho e de uma história de amor nasce Gregory, o menino que elas chamam de esperança

Michele, Gregory e Antoniete (Foto – Arquivo pessoal)

Uma história escrita com amor desde o início. Assim, em cada passo dado, em cada encontro, em cada desencontro e reencontro, os caminhos das jovens Antoniete e Michele lá na frente voltariam a formar um só.

E foi assim, despidas de qualquer pretensão a não ser registrar uma linda história de amor que as duas chegaram no Departamento de Jornalismo no Portal RSN, numa tarde de sol. Nos braços de Michele, estava Gregory, o fruto de uma união estável que desafiou qualquer preconceito e que deixa a sua marca por derrubar barreiras. Ele é o primeiro bebê ser registrado em Guarapuava com duas mães sem precisar de processo judicial, segundo Antoniete. “Entramos no cartório, pedimos para registrá-lo e saímos com a certidão de nascimento em mãos”.

De acordo com Antoniete, ela e Michele vivem juntas há mais de 10 anos. Dividem a casa com os pais de Antoniete. É lá que Michele possui uma academia de Muay-Thai, modalidade que foi campeã. “Fazemos de tudo para não ficarmos longe do Gregory”.

Michele, Gregory e Antoniete (Foto – Arquivo pessoal)

Assim, quando Antoniete começa a falar sobre o filho, a voz torna-se ainda mais meiga, serena e o olhar transforma-se em amor. Para elas, o nascimento do menino significa a esperança, um novo caminho. “Ele veio para mudar as nossas vidas, a vida minha família. Ele é um menino muito especial”.

Gregory nasceu no dia 13 de setembro deste ano, às 19h36, quando o céu exibia uma noite com lua cheia. Era também uma sexta-feira.

O ÓVULO DO AMOR

Porém, se foi Michele quem o gestou, o óvulo fecundado é de Antoniete. Aliás, foram anos e anos de tentativas para que Antoniete engravidasse. Apesar da debilitada fisicamente com vários problemas, entre os quais, de coluna, ela diz que não abria mão da maternidade. “Eu queria engravidar, ter uma vida dentro de mim. Saber como é ter dois corações batendo ao mesmo tempo, dois rins, dois cérebros. Acho que é o único momento em que a mulher se transforma”.

Antoniete, Gregory e Michele (Foto – Arquivo pessoal)

Porém, entre idas e vindas a médicos, exames, procedimentos, veio a decisão de Michele. Ela engravidaria. Conforme as meninas, o sêmen escolhido foi de um banco americano. “A nossa prioridade foi escolher uma pessoa que fosse saudável, levando em consideração o histórico familiar, para que não a haja a mínima possibilidade de problemas de saúde”.

Assim, o amor incondicional transferiu a realização do sonho de Antoniete para o ventre de Michele. “Foi uma gestação normal, trabalhei dando aulas de muay-thai até 37 semanas. Mas os cuidados, o amor, o carinho das pessoas, a força que recebemos das pessoas foram muito importantes nesse processo”, disse Michele.

O PRIVILÉGIO DE TER DUAS MÃES

Gregory (Foto- Arquivo pessoal)

E assim, Gregory Michaliszyn Gelinski veio ao mundo sob os choros de emoção e o privilégio de ter duas mães. “Ele nasceu com 3,285 quilos e 52 centímetros”, comemoram.

De acordo com Antoniete, o nome escolhido é uma homenagem ao seu avô materno. “Meu avô  Gregório foi um grande homem e quisemos homenageá-lo. Cuidei dele e morreu segurando as minhas mãos”. E essa lembrança se materializa até mesmo no mimo que foi entregue a quem visitou Gregory nos primeiros dias de vida. “Um espumante dentro de uma embalagem feita em dormente de imbuia. Era do meu avô paterno”.

Assim, foram quase duas horas de conversa, onde a história em todos os detalhes só foi interrompida para a amamentação do bebê. “Fazemos questão que ele seja amamentado com leite materno. E nessas horas eu presencio como se eu também estivesse amamentando. Afinal ele também é muito de mim”.

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