Para continuar crescendo, Guarapuava precisa agregar novas lideranças

O pré-candidato a prefeito de Guarapuava Celso Goes, diz que é preciso seguir inovando e também 'arejar' para superação pós-pandemia

Para continuar crescendo, Guarapuava precisa agregar novas lideranças (Foto: Arquivo/RSN)

Em meio à pandemia da covid-19, Guarapuava, a exemplo de outros municípios brasileiros, vive as vésperas das eleições municipais. É preciso, porém, adaptar-se à realidade atual, frear as ameaças de recessão, conduzindo o município de forma a enfrentar os desafios que estarão à espera de quem assumir a prefeitura em janeiro de 2021.

De acordo com o pré-candidato a prefeito Celso Goes (Cidadania), os municípios dependem de receitas oriundas da União e dos estados. Além disso, diante da expectativa de queda do Produto Interno Bruto (PIB) do País de pelo menos 6% neste ano, os repasses aos municípios inevitavelmente vão cair enquanto as despesas obrigatórias aumentarão.

O mundo não será o mesmo pós-pandemia. E no âmbito da gestão pública será preciso ter aprendizados, ter uma visão inovadora. Ter capacidade de organização da economia local, do sistema municipal de saúde, otimização de custos, busca por soluções de forma rápida, conforme a expectativa da população.

Para isso, diz o pré-candidato, se faz necessário analisar o cenário político local, formado por grupos políticos históricos. Entretanto, é preciso dar continuidade ao processo de transição iniciado pelo prefeito Cesar Silvestri Filho e pelo ex-deputado estadual Bernardo Ribas Carli. Embora, oriundos de grupos políticos tradicionais, entretanto, representam a passagem do ‘velho’ para o novo, com raízes históricas na política guarapuavana.

Analisando o cenário político local não tem como negar a relevância que o ex-prefeito Fernando Ribas Carli teve para o município. Ele cumpriu o seu papel. Porém, ainda guarda um rescaldo político que não se pode ignorar.

Também com tradição política, o Grupo Mattos Leão tem um quinhão eleitoral ‘cristalizado’. Entretanto, segundo Celso Goes, sob o ponto de vista eleitoral, a representatividade local não avançou. “Porém, é uma liderança que tem a sua importância para alguns segmentos importantes da cidade”.

Por outro lado, o Partido dos Trabalhadores (PT) surge também como uma força política que preocupa pela postura político-ideológica. O que representa uma ruptura no alinhamento com as esferas estadual e federal. “Isso prejudicará o desenvolvimento do município, principalmente, pós-pandemia. Corre-se o risco de um isolamento de Guarapuava em nível de esferas de governo. E é tudo o que não precisamos que ocorra”.

Em relação ao Grupo Silvestri que hoje tem a Prefeitura e um assento na Assembleia Legislativa com a deputada Cristina, Celso Goes tem um olhar ampliado.

TRANSIÇÃO

“É preciso entender que representantes dos chamados grupos tradicionais, como é o caso de Cesar Filho e do falecido Bernardo Carli, souberam muito bem fazer a transição do ‘velho’ para o novo. Se não fosse a fatalidade que rompeu a vida do Bernardo, ele seria hoje um dos principais protagonistas da política local”.

De acordo com o pré-candidato a prefeito, já Cesar Filho também rompe com essa condição da ‘velha política’ ao inovar abrindo novo lugar para o ‘fazer político’ e para novas formas de novos modos de ‘fazer política’.

“O Cesar Filho conseguiu uma posição de liderança estadual pelo sucesso das gestões, por entender que era preciso estar em sintonia com os interesses de Guarapuava e com o futuro da cidade em nível estadual e federal. Assim surgiram parcerias e projetos que fazem com que o município passe por um processo de transformação ímpar”.

“É PRECISO SACUDIR PARA A CIDADE CONTINUAR CRESCENDO”

E é a continuidade desse trabalho de gestão, conectado com as novas tendências, que Guarapuava exige a partir de 2021.“Guarapuava precisa de alguém que compreenda esse processo; que sacuda e faça a cidade avançar”.

Conforme Celso Goes, pelo sucesso das gestões de Cesar Filho, é natural que haja uma acomodação nos vários setores da administração pública. “Por isso, precisamos arejar a gestão. Buscar novas lideranças na sociedade, entre os profissionais liberais, lideranças da comunidade, novos atores econômicos, entre outros. São talentos que podem contribuir para melhorar em muito a gestão pública”.

Para Celso Góes, isso porque o grande desafio do próximo prefeito será injetar ânimo na economia e nos outros setores que formam a base do desenvolvimento. “Precisamos pensar e agir na superação da economia. Segundo o Sebrae, 600 mil empresas já quebraram no Brasil e o número de desempregados pode chegar a 14 milhões em dezembro”.

Vamos precisar juntar os cacos pós-pandemia e para isso precisamos de uma administração muito firme, com um perfil de pertencimento, sem medo de encarar os problemas e encontrar soluções.

Assim, o pré-candidato a prefeito pelo Cidadania, entende que o conhecimento que ele traz das secretarias de Esporte, Executiva e, por último, da Saúde, é o aval para esse novo desafio. “Em todos os momentos de crise quem segura as pontas é quem está mais perto da população, ou seja, o prefeito e vereadores. E em especial, esta pandemia, que nos coloca numa situação nunca antes vivida, vai além da administração pública”.

O momento que vivemos tem que servir para construir pontes, pois estamos todos dentro do mesmo barco. Por isso, precisamos agregar pessoas capazes de dar sua contribuição para o bem maior.

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