Para Küster, Guarapuava não pode ficar sem conexão aérea com os mercados do mundo

Luis Alberto Küster debate esse assunto na noite desta quarta (19) na Acig

(Foto: Larissa Ortiz/RSN)

Responsável pelo deslocamento de pessoas, mercadorias e matérias-primas, o transporte aéreo é de fundamental importância para o desenvolvimento regional. A observação é feita pelo engenheiro civil Luiz Alberto Küster, expert em administração de aeroportos no país. Ele já foi diretor-presidente do Aeroporto de Viracopos, em Campinas interior de São Paulo.

Entretanto, para a qualidade da operacionalização dos aeroportos, Küster é um defensor das concessões que vem sendo feitas pela Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) desde 2011.

”Vejo as concessões como sendo positivas pela incapacidade do estado brasileiro de promover melhorias de infraestrutura aeroportuárias. E a concessão objetiva justamente atrair investimentos para ampliar, aperfeiçoar e, consequentemente, promover melhorias no atendimento aos usuários do transporte aéreo no Brasil”, disse ao Portal RSN.

Segundo Küster, os níveis de qualidade dos serviços determinados para os aeroportos, baseados em padrões internacionais, estão previstos nos contratos de concessão, que são geridos e fiscalizados pela ANAC.

“Temos três modais de transporte: que são o terrestre (ferroviário e rodoviário), o marítimo e o aéreo e vejo este último como o mais eficiente pela velocidade da entrega, numa era de demanda instantânea”.

Por causa disso, Küster defende que o Aeroporto Tancredo Thomas de Faria, em Guarapuava, esteja interligado não apenas com aeroportos do Paraná, mas também de São Paulo. “São Paulo é a locomotiva da economia do Brasil”.

Segundo o engenheiro uma conexão também com o Aeroporto Afonso Pena, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, é também importante, não apenas a sua melhoria, mas também para uma conexão logística com outros aeroportos do Paraná. Veja-se aí uma das ferramentas indispensáveis para o desenvolvimento de Guarapuava e da Região.

“Não vejo uma atividade industrial, a demanda de insumos, de matéria-prima no momento em que está sendo produzida, o transporte rápido de passageiros sem a existência de um modal aéreo. Guarapuava não pode estar atrasada não tendo interligações com conexão de velocidade com os demais mercados do país e do mundo. Essa é uma possibilidade real é de fundamental importância para o desenvolvimento do município e da Região”.

NA ACIG

Nesta quarta (19), às 19h, na sede da Acig, a Comissão pela Celeridade do Aeroporto Municipal, formada por diversas entidades e representantes do poder público de Guarapuava, promove a palestra com o expert em Aeroportos, engenheiro civil Luiz Alberto Küster.

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