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REIVINDICAÇÃO

Perita de Guarapuava que se acidentou na BR-277 estava dobrando plantão, diz sindicato

Tatiane Wolf caiu em uma ribanceira após atender um acidente em Laranjeiras do Sul

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
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Acidente ocorreu no último sábado (1) (Foto: PRF/Divulgação)[/caption] O Sindicato dos Peritos Oficiais e Auxiliares do Paraná (Sinpoapar) divulgou, nesta segunda feira (3), que a perita de Guarapuava, Tatiane Wolf, que se acidentou na BR-277, no último final de semana, estava dobrando seu plantão, “cobrindo uma lacuna na escala”. O acidente ocorreu em Cantagalo. A informação foi divulgada em nota oficial encaminhada à imprensa. O acidente ocorreu durante a noite, no último sábado (1), após Tatiane ter atendido uma colisão entre veículos, com óbitos, em Laranjeiras do Sul. A perita caiu em uma ribanceira após o carro que ela dirigia aquaplanar. Segundo o Sinpoapar, a lacuna que Tatiane cobria foi aberta “por afastamento médico de um colega”. Além de perita, ela é chefe da seção de Guarapuava do Instituto de Criminalística. “Atualmente, o Instituto de Criminalística em Guarapuava conta com apenas 4 peritos na escala de plantão mais um na chefia. O correto seriam 8 peritos criminais, pois ainda há 2 peritos afastados por razões médicas”. Segundo o Sinpoapar, em função do acidente, Tatiane deve ficar afastada por, pelo menos, 15 dias. CRÍTICA Segundo o sindicato, o atendimento do Instituto de Criminalística em Guarapuava e região era crítico e, agora, tem seu quadro agravado. “Estima-se que já no mês de setembro haverá a lacuna de 12 plantões a serem preenchidos. Isso se soma à gravidade do Instituto Médico Legal (IML) da cidade, que também é crítica. É permanente a insuficiência de peritos oficiais e auxiliares para preencher as escalas de plantão nos institutos de perícia em todo o estado”. Para o Sinpoapar, que avalia o quadro atual do IC e IML como precários, há riscos aos serviços oferecidos pelos órgãos. “A ausência e a precariedade de funcionamento de seções do IC e IML nas Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP) tem sérias consequências: o agravamento da exposição ao risco dos profissionais de perícia, o atraso no atendimento das ocorrências, a maior distância de deslocamento até os locais de crime, a deficiência no atendimento à população”. A Polícia Científica do Paraná ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.