Pesquisa sobre covid-19 será coordenada por Instituto de Guarapuava

O Instituto de Pesquisa para o Câncer vai coordenar o estudo que inicia em julho. Além disso, envolve várias instituições do Estado e de São Paulo

Além disso, envolve várias instituições do Estado e de São Paulo  (Foto: Reprodução/AEN)

Os pesquisadores paranaenses estão unidos em um estudo genômico sobre as manifestações clínicas da covid-19 em diferentes tipos de pacientes. O estudo que será coordenado pelo Instituto de Pesquisa para o Câncer (IPEC/Guarapuava) deve iniciar no mês de julho.

Além disso, envolve pesquisadores das universidades estaduais do Paraná, Universidade Federal do Paraná (UFPR), Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Institutos de Pesquisa e de algumas universidades do estado de São Paulo.

Para o superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, essa pesquisa será um legado para o Estado e o país. ” Ineditismo do projeto de pesquisa genômica e populacional a respeito da covid-19 demonstra o elevado nível técnico e científico dos pesquisadores das universidades e institutos de pesquisa do Paraná”.

Assim, o valor inicial de investimentos para essa pesquisa é de R$ 800 mil, sendo R$ 400 mil da Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, por meio da Unidade Gestora do Fundo Paraná (UGF), e R$ 400 mil repassados pela prefeitura de Guarapuava.

PESQUISADORES

Dessa maneira, 95 pesquisadores de 11 municípios paranaenses e de São Paulo estão unidos na ação. Eles vão estudar o comportamento da covid-19 em pacientes com quadro clínico grave e mantidos na UTI com ventilação pulmonar. Além disso, as pessoas com quadro clínico moderado, internadas na enfermaria; em pacientes que foram curados sem a necessidade de transferência para a UTI. Pacientes com quadro clínico leve ou assintomáticos também entram no estudo.

De acordo com dados das pesquisas já feitas, metade dos indivíduos com coronavírus apresentam sintomas moderados e cura sem a necessidade de hospitalização, 30% são assintomáticos. Cerca de 20% dos indivíduos infectados evoluem para a forma mais grave da doença e necessitam de cuidados hospitalares. Desses pacientes, 5% necessitam de atenção intensiva com ventilação pulmonar.

AMOSTRAS

Para o estudo, vão ser coletadas ao longo de quatro meses, amostras de sangue e tecidos de 200 pacientes, obtidas de instituições de saúde do Paraná e de São Paulo, entre elas o Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen), em Curitiba.

GENÉTICA

Conforme o coordenador do curso de Medicina da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) e um dos coordenadores da pesquisa, David Livingstone, o estudo busca compreender de que maneira a genética influencia na evolução da doença.

Já se sabe que alguns fatores de risco da doença são idade avançada, obesidade e existência de comorbidades. Todos estes fatores, no entanto, não explicam porque certos pacientes jovens ou sem doenças pré-existentes desenvolvem quadros graves. Existem fatores genéticos inerentes a determinados indivíduos que os tornam mais propensos a desenvolver formas graves da doença? Quais seriam esses fatores? Entre as centenas de variedades de Sars-CoV-2 em circulação no Brasil e no mundo, quais são as mais graves e por que? Essas são algumas questões que buscamos responder com a pesquisa.

Conforme a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), Maria Antonia Ramos Costa, esse projeto integra um esforço global. O intuito é compreender os mecanismos envolvidos no processo de infecção e predisposição no quadro da síndrome respiratória aguda grave (Sars) com evolução clínica atípica.

“Nossos pesquisadores, professores e estudantes vão atuar na coleta de dados e elaboração de artigos e resumos, disponibilizando também os laboratórios das áreas de Ciências Biológicas da instituição para a pesquisa”.

REDE GENÔMICA

Portanto, a rede foi criada com o objetivo de desenvolver metodologias de análise em escala genômica aplicadas ao diagnóstico de doenças genéticas, em especial as doenças oncológicas. A Rede Genômica está vinculada ao IPEC, que foi criado recentemente.

O instituto desenvolve pesquisas básicas e aplicadas voltada ao diagnóstico e tratamento do câncer e também promove a formação de profissionais especializados em medicina de precisão.

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