Possibilidade de explosão mostra que desativação da cadeia de Guarapuava é emergencial

Para delegado, a única solução é a construção de uma nova unidade prisional

Jovem preso (Foto: Ascom/Polícia Militar)

A prisão de um jovem com 11 unidades de dinamite que seriam utilizadas para explodir a Cadeia Pública de Guarapuava e facilitar a fuga em massa de presos, dá continuidade às discussões que vem sendo levantadas pelo Portal RSN sobre a urgência de uma nova unidade prisional segura e fora do Centro da cidade.

O Portal RSN procurou o 26º GAC e a Dalba Engenharia, empresa que trabalha com explosão de pedreiras, para saber qual o impacto e a área de abrangência de uma explosão que seria provocada pela munição interceptada, mas não foi possível obter a informação.

A estrutura frágil, a superlotação que dificilmente fica abaixo de 400 presos colocados em um espaço projetado para 166 pessoas, e hoje localizado em uma área residencial, o cadeião convive com fugas frequentes e agora na iminência de “ir para os ares”.

Em setembro do ano passado já foram localizadas unidades de explosivos no solário. Mas a munição encontrada na noite dessa quinta (7), em Foz do Jordão, mostra a insegurança em que vivem famílias que moram no entorno e, principalmente, os agentes penitenciários e os policiais civis que compartilham a mesma unidade. “Muitas pessoas poderiam ter morrido, inclusive nós”, disse um policial ao Portal RSN.

Informações de bastidores repassadas ao RSN apontam que há cerca de 30 dias, um alerta informava que a estrutura da cadeia seria abalada pela invasão de um caminhão que derrubaria o muro que separa a carceragem da rua. A polícia, porém, não confirma essa informação já que a denúncia não se concretizou.

Ala da carceragem (Foto: RSN/arquivo)

A situação de vulnerabilidade amedronta os moradores. A dona de um comércio perto da 14ª Subdivisão Policial, em contato com o Portal RSN é porta-voz da vizinhança.

Não sabemos mais o que fazer. Moramos no mesmo lugar há anos e sempre vivemos em perigo. Precisamos que as autoridades tomem as providências. Estamos pensando em fazer um abaixo-assinado para que as autoridades façam alguma coisa.

A deputada estadual Cristina Silvestri e o prefeito Cesar Silvestri Filho, ambos do PPS, já tratam desse assunto desde abril de 2018.

Delegado Rubens Miranda Junior (Foto: RSN/arquivo)

De acordo com o delegado chefe da 14ª SDP, Rubens Miranda, a única solução para o problema é a construção de uma nova cadeia.

Qualquer reforma ou ampliação se torna inviável porque o custo seria quase igual a uma nova construção. Outro ponto negativo é que teríamos que transferir os presos para outra unidade e não temos nenhum espaço em Guarapuava que possa albergar o contingente carcerário que temos.

Entretanto, Miranda assegura que a Polícia Civil dará “apoio irrestrito ao Depen em tudo o que for necessário para garantir a segurança da população”.

CASA DE CUSTÓDIA

Reunião com a ex-governadora Cida Borghetti (Foto: Divulgação)

A construção de uma Casa de Custódia com capacidade para 512 presos, foi autorizada pela ex-governadora Cida Borghetti (PP) em junho de 2018, após reunião com o prefeito Cesar Filho, o deputado Bernardo Carli, a deputada Cristina Silvestri e outras lideranças de Guarapuava.

Porém, a área escolhida é ao lado da Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG) e está sendo doada pelo Município ao Estado. De acordo com o secretário de Habitação e Urbanismo de Guarapuava, Flávio Alexandre, o terreno encontra-se no cartório em fase de escrituração.

“O projeto de Lei foi aprovado pela Câmara em dezembro de 2018, assim como desafetação de duas ruas.” Segundo Flávio Alexandre, depois desse processo começará o trâmite para aprovação do projeto arquitetônico elaborado pelo Departamento Penitenciário (Depen). Não há previsão para o início da obra.

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