Procon aponta variação de até 233% no preço do material escolar

Da redação – A pesquisa de material escolar realizada, entre 11 e 14 deste mês, pelo Procon do Paraná, em 128 itens encontrados em oito papelarias da capital paranaense, aponta diferenças de preço de até 233,3%. O levantamento de preços está disponível no portal do Procon CLIQUE AQUI.

Para a coordenadora Ivanira Gavião Pinheiro, é importante que o consumidor avalie os dados antes de sair às compras, porque as diferenças de preço são significativas. Ela lembra ainda que os valores pesquisados estão sujeitos a alterações, pois sua divulgação acirra a concorrência.

Diferenças

Um item que alcançou diferença de 200% foi o lápis preto n.º 2 HB, redondo, marca CIS, encontrado por R$ 0,20 até R$ 0,60. Outros sete itens tiveram variações acima e em torno de 100%: caderno brochura ¼, capa flexível, com 48 folhas, linha Hot Wheels, Tilibra, de R$ 1,45 a R$ 3,95; caderno brochura ¼, capa flexível, 48 folhas, linha Sapeca Laser, Tilibra, de R$ 0,60 a R$ 1,60; caderno de caligrafia, brochura 40 folhas, linha Arca de Noé, Tilibra, de R$ 0,74 a R$ 1,90; caderno de caligrafia, brochura com 40 folhas, linha Sapeca Laser, Tilibra, de R$ 0,74 R$ 1,90; massa de modelar Acrilex, de R$ 1,80 a R$ 3,90: caneta esferográfica Fix, da CIS, de R$ 0,19 a R$ 0,40; e o giz de cera Acrilex, custando entre R$ 0,80 e R$ 1,60.

Ivanira esclarece que há, no mercado, grande variedade de marcas e diferentes modelos que não são

Orientações

É importante, antes da compra, verificar o que sobrou do material escolar do período anterior para ver o que pode ser reaproveitado. Depois, é hora de o consumidor fazer sua pesquisa de preços, usando a lista do Procon como parâmetro. Se a opção for a compra a prazo, é preciso saber qual é a taxa de juros e o valor final da compra. Se a compra for à vista, vale pedir desconto. A coordenadora recomenda que o consumidor adquira somente o necessário, enfatizando que nem sempre o material mais caro é o melhor.

A lista de materiais deve ser compatível com as atividades a serem desenvolvidas e não pode conter itens que sejam de uso coletivo como sabonete e papel higiênico. A escola não pode exigir aquisição no próprio estabelecimento do material e do uniforme, nem indicar ponto de venda, pois o consumidor tem a liberdade de pesquisar preços e marcas dos itens listados. A taxa de material só vale para apostilas e material pedagógico elaborado pela própria escola.

A nota fiscal, ticket ou cupom fiscal devem ser exigidos. São documentos essenciais para a troca do produto e garantia. Se houver problemas com cadernos, livros, mochilas e outras mercadorias, mesmo importados, o Código de Defesa do Consumidor determina os seguintes prazos para reclamar: 30 dias para produtos não-duráveis e 90 dias para os duráveis.

As embalagens de materiais como colas, tintas, fitas adesivas e outros devem apresentar informações básicas relativas ao fabricante, importador, composição, condições de armazenagem, prazo de validade e possíveis riscos, em língua portuguesa.

Fonte: Agência Estadual de Notícias

Foto: arquivo

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