22/08/2023
Cotidiano Cultura Irati

Projeto da Unicentro vai desenvolver itinerários históricos em Irati

O objetivo é valorizar o patrimônio histórico cultural da cidade por meio de itinerários urbanos que articulam ensino, pesquisa e extensão

Projeto da Unicentro vai mapear e desenvolver itinerários históricos em Irati (Foto: Divulgação/Unicentro)

O projeto “Percursos de Memória” iniciou as atividades na última semana, no Câmpus de Irati da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). O objetivo da ação é promover a valorização do patrimônio histórico-cultural de Irati por meio da construção de itinerários urbanos que articulem ensino, pesquisa e extensão.

A iniciativa une acadêmicos e docentes dos cursos de História e Turismo. Eles buscam revelar narrativas locais que, muitas vezes, permanecem invisibilizadas no cotidiano da cidade. Para isso, serão necessários levantamentos documentais, pesquisas de campo, entrevistas, mapeamento de bens patrimoniais e elaboração de roteiros de memória com potencial turístico e educativo em Irati.

Conforme a professora Nadia Maria Guariza, coordenadora do projeto, a inspiração vem de experiências feitas em outras cidades. A equipe multidisciplinar do projeto conta também com os professores Alexandra Lourenço, Lucas Kosinski e Vânia Vaz, do Departamento de História (Dehis/I), e Lucas Antoszczyszyn, do Departamento de Turismo (Detur).

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES

Para fundamentar as ações práticas, o projeto vai promover uma série de palestras e mesas-redondas com pesquisadores e profissionais da área.

Na próxima quarta (22), o “Percursos de Memória” promove uma nova palestra no Câmpus de Irati da Unicentro. Dessa vez, a professora Nadia trará uma discussão sobre os “lugares de memória”, conceito do historiador francês Pierre Nora que é base para o projeto. O encontro será às 19h, no Auditório do Bloco I (Antigo PDE).

No dia 6 de maio, no mesmo horário e local, está prevista uma conferência com a professora Alexandra Lourenço. A reunião vai abordar as memórias da violência na região centro-sul do Paraná.

Após discutir experiências e os referenciais teóricos, os acadêmicos do grupo vão iniciar a pesquisa de campo sobre os possíveis percursos a serem implementados na cidade. De acordo com Nadia, o objetivo é fortalecer a identidade local e aproximar a universidade e a comunidade.

Na última quarta (15), uma mesa-redonda apresentou projetos semelhantes desenvolvidos no Paraná (Foto: Divulgção/Unicentro)

VIVÊNCIAS PARANAENSES

A primeira mesa-redonda promovida pelo projeto ocorreu na última quarta (15), com participantes que desenvolveram ações semelhantes em outras cidades.

Um deles foi o professor Sandro Fernandes, que apresentou o “Percurso Afro Curitiba”. O projeto contou com apoio do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) e teve influência do trabalho de diferentes pessoas. A ação busca identificar e divulgar locais relacionados à presença negra na capital do estado. Dessa forma, mais de 20 percursos foram feitos em três anos, destacando a história de espaços como a Sociedade Operária Beneficente 13 de Maio e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de São Benedito.

A experiência prática em espaços culturais foi abordada por Felipe Valente Zem, responsável pelas ações educativas do Memorial Paranista. Localizado dentro do Parque São Lourenço, o museu promove visitas guiadas gratuitas que articulam história, artes visuais e meio ambiente. Além disso, o local oferece atividades como oficinas de escultura para crianças. Conforme Felipe, tratar de questões relativas ao patrimônio, à arte e à cultura desperta no público uma nova percepção sobre o cotidiano urbano.

A fotógrafa Larissa Guimarães trouxe para o debate a preservação da paisagem arquitetônica interiorana. Natural de Curitiba, foi nas raízes familiares em Prudentópolis que ela encontrou o tema para um trabalho documental de mais de dez anos e que agora vai virar livro. Premiadas no Festival Internacional de Fotografia de Paraty, em 2020, as imagens “Ukrainos” retratam os costumes e as construções históricas de madeiras dos descendentes de imigrantes. De acordo com a fotógrafa, é extremamente necessário conservar registros culturais como esses.

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