Projeto de extensão trata da inclusão de egressos do sistema prisional em Guarapuava

Intitulado 'Patronato', projeto existe há cinco anos projeto prevê práticas colaborativas multidisciplinares

Equipe que atua no Patronato (Foto: Divulgação)

Egressos do sistema prisional em Guarapuava contam com o apoio de um projeto de extensão da Universidades Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), o Patronato. Criado há cinco anos, o projeto prevê práticas colaborativas multidisciplinares, envolvendo os beneficiados pelo sistema de progressão para o regime aberto, e quem está em gozo dos benefícios de suspensão condicional do processo, ou transação penal, nos crimes de menor potencial ofensivo.

De acordo com a equipe multidisciplinar que atua no projeto, o objetivo do trabalho é promover ações de inclusão social dos assistidos através do monitoramento, fiscalização e acompanhamento do cumprimento das Alternativas Penais, cuja conceitualização consiste em toda e qualquer forma de cumprimento de pena ou medida alternativa em meio aberto.

Os assistidos atendidos pelo Patronato são encaminhados para este órgão por meio das Varas Criminais, Juizados Especiais Criminais, Vara de Execuções Penais e Varas Federais, visando oportunizar condições favoráveis, a fim de que, durante o cumprimentos das medidas e ao seu término, possam reconfigurar suas vidas e ser reinseridos novamente na sociedade, através da recuperação de sua dignidade e exercício pleno de sua cidadania.

Sob a coordenação da professora Ana Amélia Nerone, o Patronato tem com os poderes públicos estadual e municipal, Poder Judiciário e Ministério Público, vinculado à Universidade Sem Fronteiras e financiado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) e Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária (SESP).

O trabalho do Patronato é realizado por uma equipe multidisciplinar, composta pelos cursos de  Administração, Direito, Serviço Social, Pedagogia e Psicologia. O planejamento das atividades é realizado com antecedência, seguindo os princípios disponibilizados na cartilha do Patronato Municipal – Municipalização da Execução das Alternativas Penais.

As ações desenvolvidas pela equipe ocorrem de forma simultânea, sendo os atendimentos especializados pelo crime que a pessoa responde, ou seja, cada equipe atenderá de forma mais direta determinado público, havendo, porém, um atendimento inicial do assistido por todas as equipes, através da triagem.

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