Requião garante que tarifa da energia elétrica não vai aumentar no Paraná

O governador Roberto Requião afirmou que o preço da energia elétrica não irá subir no Paraná. A meta do governo é que o Paraná tenha a energia mais baixa do País. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (15), durante a reunião semanal da Operação Mãos Limpas (foto). “O Brasil inteiro está aumentando, em média, 20% o preço da energia elétrica. Mas, os paranaenses podem ficar tranquilos. O Governo do Estado se recusa a aumentar a energia neste momento de crise”, afirmou Requião.
O baixo preço da energia elétrica no Estado será incentivo para a instalação de indústrias em todo o Estado, gerando assim mais emprego e renda, conforme explicado por Requião. “Energia elétrica barata significa aumento do número dos consumidores e empresas que virão se instalar no Paraná. Mais gente, mais consumidores, nós ganhamos na escala”, completou o governador.
O índice de reajuste anual para as tarifas praticadas pela Copel deverá ser anunciado nos próximos dias pela Agência Nacional de Energia Elétrica, com vigência a partir de 24 de junho. Embora o número ainda não seja conhecido oficialmente, o governador Requião já antecipou que ele não será aplicado de imediato na conta de luz dos consumidores atendidos pela Copel.
“Estamos negociando com a Aneel a adoção de mecanismos de amortecimento para que o aumento a ser anunciado não tenha reflexos na conta de luz de nossos consumidores”, explicou o presidente da Copel, Rubens Ghilardi. “Além disso, a nossa tarifa média permanece praticamente a mesma desde junho de 2006, pois em 2007 nosso reajuste foi de 1,22% negativo e em 2008 foi de 0,04%”.
Em junho de 2003, a Aneel autorizou reajuste de 25,27% para a Copel que, no entanto, não foi repassado para a conta de luz dos consumidores adimplentes. Parte do percentual (15%) foi repassado apenas em janeiro do ano seguinte e o restante só em junho de 2004, quando um novo reajuste – agora de 14,43% – foi anunciado.
O sistema de repasses parciais e gradativos de reajustes e sua não aplicação às contas de luz vigorou até junho de 2006, proporcionando nesse período economia superior a R$ 1 bilhão a todos os consumidores de energia elétrica atendidos pela Copel. “Isso é o mesmo que dizer que todos os nossos clientes tiveram 4 meses de luz elétrica de graça”, comparou Rubens Ghilardi. “Todo esse dinheiro foi preservado em poder da população, que pôde com ele investir no próprio negócio ou fazer frente a outras despesas, melhorando a sua qualidade de vida”. (AEN)
Foto: Joel Cerizza

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