Seis macacos são encontrados mortos em Guarapuava

Secretaria de Saúde alerta, mais uma vez, sobre a necessidade da população buscar a vacina contra a febre amarela

A Secretaria de Saúde lembra que os macacos não são transmissores, por isso, não devem ser mortos (Foto: Arquivo/RSN)

Mais do que nunca é preciso que as pessoas de Guarapuava e da Região procurem unidades de saúde em busca da vacina contra a febre amarela. De acordo com informações preliminares obtidas na 5ª Regional de Saúde em Guarapuava, somente nesta terça (28), mais de 20 macacos foram encaminhados para biópsia na Universidade Federal do Paraná, em Curitiba.

Conforme o secretário municipal de Saúde, Celso Góes, em Guarapuava foram cinco animais encontrados no distrito de Guairacá e um no Jordão na tarde de hoje (28). Já em Turvo são seis macacos e em Pitanga outros sete. O Portal RSN tentou informações sobre os animais restantes e onde foram encontrados, mas não foi possível obtê-las. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) os boletins são emitidos apenas às quartas.

De acordo com informações da imprensa da Região, em Pitanga os animais foram encontrados na área rural de Pitanga Baixo, Borboleta Baixo, Limeira e Bom Retiro. Porém, dos sete, seis estavam em estado de decomposição. Entretanto, o RSN tentou contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Pitanga, mas o expediente na Prefeitura é apenas das 7h30 às 13h30.

Porém, conforme o último boletim da Sesa, na quarta (22), na 5ª Regional já eram oito casos sendo investigados. Um em Campina do Simão, dois em Pitanga, um em Rio Bonito do Iguaçu, dois em Turvo e um, de três animais, encontrados mortos em Prudentópolis. Porém, nesse município foi constatada uma morte de macaco por febre amarela.

NOTA

A Secretaria de Saúde de Guarapuava informou na tarde desta terça (28)  que recebeu alerta da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) sobre a presença de macacos mortos em uma localidade no interior do município.

Ainda aguardando os resultados das análises, mas considerando que em outros municípios do Estado a morte dos macacos foi indicativo para a presença da febre amarela, a Saúde  Municipal reforça  a importância da vacinação.

De acordo com o secretário Celso Góes, é necessário que a população compareça às unidades de saúde ou ao Cisgap. Porém, é preciso levar a caderneta de vacinação e o cartão SUS. Após a leitura da caderneta, será verificada a necessidade de aplicação da dose. “A imunização só se dá pela vacina”.

O MACACO É VÍTIMA

De acordo com a Saúde, a febre amarela silvestre é uma doença infecciosa febril aguda. É causada pelo vírus da febre amarela. Assim, é transmitida por mosquitos do gênero Haemagogos a pessoas não vacinadas que entram áreas rurais, matas, rios, parques, reservas ou localidades que já tem casos confirmados da doença. A forma urbana da doença é quando ocorre transmissão da mesma pelo Aedes aegypti. Entretanto, isso não ocorre desde 1942.

Portanto, os macacos são apenas ‘hospedeiros’ e não são transmissores da febre amarela. Para o repasse é preciso que o animal seja picado pelo Aedes aegypti e que o mosquito que também transmite a Dengue morda o ser humano. Por isso, os animais não devem ser mortos.

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