Serginho precisa de ajuda para continuar tratamento

"A leucemia não retornou, mas Serginho está enfrentando a 'doença do enxerto'", diz a mãe. Guarapuavano mantém rotina de consultas e exames em Curitiba

Serginho precisa de ajuda para continuar tratamento (Foto: Arquivo Familiar)

O guarapuavano Sérgio Oiler Horst Júnior, de 12 anos, o Serginho, permanece em tratamento em casa desde abril de 2019, após receber alta do Hospital Pequeno Príncipe em Curitiba. Serginho passou por um transplante de medula óssea no dia 25 de janeiro do ano passado, para tratar um tipo raro de leucemia. A irmã Gabriela foi a doadora.

Mas faltando poucos dias para completar um de ano do transplante, a mãe Daiane de Paula Camargo informou que a saúde do filho voltou a preocupar. A leucemia não retornou, mas Serginho está enfrentando a ‘doença do enxerto’.

“Ocorre quando as células da medula óssea ou células-tronco do doador atacam o receptor. A ‘doença do enxerto’ contra o hospedeiro pode ocorrer a qualquer momento após um transplante. No entanto, é mais comum depois que a medula começa a produzir células saudáveis. A condição pode ser leve ou grave”, afirma a mãe.

Irmã Gabriela fez doação de medula em janeiro de 2019 (Foto: Arquivo/RSN)

De acordo com Daiane, ele ainda não pode sair de casa. Sem retornar aos estudos, Serginho tem uma rotina de consultas e exames a cada 40 dias em Curitiba. “Na capital, Serginho faz consultas, exames como diversos hemogramas, exames de medula óssea e líquor. A próxima viagem será dia 27 de janeiro, quando ele passará por consultas com especialistas, já que meu filho está tendo convulsões”.

Ainda conforme a mãe, Serginho ainda toma quimioterapia e também passa por consultas frequentes com dermatologista, cardiologista, endocrinologista, psiquiatra e psicólogo. “Ele está tomando medicamentos para convulsões, ansiedade, faz tratamento com psicólogo, toma quimioterapia. Além disso, usa medicações e cremes para alergias e para se proteger da ‘doença do enxerto'”.

Serginho mantém rotina de exames e consultas a cada 40 dias em Curitiba (Foto: Arquivo Familiar)

AJUDA

De acordo com Daiane essa rotina deve durar pelo menos um ano ainda. Nessas viagens, as despesas são muitas. “Serginho não pode comer qualquer alimento da estrada ou restaurante. Só pode se alimentar com aquelas papinhas de bebê nas viagens e o Nutridrink, que é um suplemento”.

Serginho que está há três anos sem estudar, sem poder brincar com os amigos, e sem poder sair de casa devido a imunidade. Além disso, ele também não pode se expor aos raios solares. “Devido esses anos todos estar só em casa, ele está depressivo, e mesmo tomando remédio para prevenir convulsões e para a ansiedade, está tendo convulsões. Ele quer ter uma vida normal. Ele tem 12 anos e não há como esconder nada dele”.

A mãe Daiane afirmou que com a doença no sistema nervoso central, os cuidados foram redobrados, já que a ‘doença do enxerto’, segundo ela, é muito traiçoeira, como a leucemia. Por fim, Daiane pede a colaboração de quem puder ajudar. O telefone dela é: (42) 9 8803-0030.

Serginho e a mãe Daiane em viagem a Curitiba (Foto: Arquivo Familiar)

TRANSPLANTE

O procedimento foi necessário porque o organismo do guarapuavano não estava respondendo ao tratamento com quimioterapia. Inicialmente existia a possibilidade de Serginho receber o transplante de uma criança do exterior, que possuía 100% de compatibilidade.

Mas conforme Daiane, pela urgência do caso, a família optou que a doadora fosse a irmã de Serginho. O tratamento de Serginho comove a comunidade de Guarapuava desde outubro de 2018.

Serginho no dia da alta de Curitiba para Guarapuava em abril de 2019 (Foto: Arquivo Familiar)

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