Sisppmug e Prefeitura tentam nova negociação nesta quarta (11)

Sisppmug não aceita proposta de negociação salarial e professores paralisam atividades a partir desta quarta em Guarapuava

Professores na Praça 9 de Dezembro (Foto: Junior Guimarães/RSN)

Uma reunião nesta quarta (11), às 11h, na prefeitura de Guarapuava, vai buscar um consenso entre grevistas e a administração municipal. É que professores municipais entraram em greve nesta quarta. De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos e Profissionais de Guarapuava (Sisppmug), a paralisação é por tempo indeterminado. Ainda conforme o Sindicato, já estão fechadas 40 das 58 escolas da rede de ensino básico.

Assim, reunidos na Praça 9 de Dezembro, no Centro da cidade, desde as primeiras horas da manhã de hoje (11), uma assembleia no fim da tarde vai avaliar o movimento. A decisão sobre a continuidade ou não da paralisação será anunciada após o encontro.

A causa que levou a categoria a radicalizar o movimento, é o não entendimento com a prefeitura sobre o reajuste salarial. Uma proposta foi apresentada pelo Sindicato no dia 28 de fevereiro deste ano. Porém, uma reunião nessa segunda (9) entre o Sindicato e a administração municipal, não chegou ao consenso.

Diocesar Costa de Souza, secretário municipal de Finanças (Foto: Secom/Prefeitura de Guarapuava)

Conforme a prefeitura, em janeiro deste ano, foi dada a garantia de que professores receberão o piso salarial (decreto 7714/2020, nos termos da Lei Federal nº 11.738/2008 e Lei municipal nº 2089/2013).

Assim, o piso estabelece o valor de R$ 2.886,15 para carga horária de 40 horas semanais e R$ 1.433,07 para carga horária de 20 horas semanais. De acordo com a secretária municipal de Administração, Denise Abreu Turco, nenhum professor e\ou educador infantil da rede municipal recebe valor abaixo do piso nacional.

“Além do piso, estamos mantendo a hora atividade, bem como garantindo as progressões horizontais e verticais e realizando a contratação de novos profissionais”.

SINDICATO QUER 12,84% PARA TODOS

Cristiane Wainner, presidente do Sisppmug (Foto: Secom/Prefeitura)

Entretanto, o reajuste solicitado pelo Sindicato, defende a reposição de 12,84% a todos os professores. Porém, segundo o secretário municipal de Finanças, Diocesar Costa de Souza, a reivindicação não respeita os princípios da isonomia dos servidores públicos e extrapola os gastos públicos em folha de pagamentos.

“Fazemos sempre em maio a recomposição salarial de todos os servidores municipais através da nossa data base. Essa é uma conquista firmada em estatuto com o próprio Sindicato”.

Conforme Diocesar, o reajuste de maio respeita as regras inflacionárias do IPCA que é definida em abril. “A a categoria receberá um reajuste maior nesse ano, correspondente ao retroativo de janeiro de 2019 a maio de 2020”.

De acordo com o Sisppmug, uma das alternativas para que a prefeitura possa pagar o reajuste seria a redução dos cargos comissionados. Porém, segundo a administração, a prefeitura hoje conta com menos de 200 funcionários em cargos de comissão, de um total de quatro mil servidores públicos concursados.

VAI DESCONTAR

A administração municipal de Guarapuava, disse que vai descontar os dias de paralisação dos professores. Conforme a prefeitura, essa iniciativa está prevista em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) – Recurso extraordinário 693.456. Assim, as faltas serão registradas e descontadas do salário dos servidores que se ausentem de suas atividades no período.

Porém, o Sisppmug é contra o desconto e diz que a categoria se propõe a recuperar os dias paralisados.

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